28 de abril de 2012

O Smash Bros. da Sony


Se tem uma coisa que sempre foi divertido foi os crossovers nos games, a Capcom foi a pioneira que mais acertou, com a franquia que culminou na série Marvel vs Capcom. A Nintendo, na época do Nintendo 64, estreou um tipo de crossover diferente com todos os jogos da própria empresa, o que gerou 3 super games da série Super Smash Bros.

Agora chegou vez da Sony também ter um gostinho desses crossovers internos, e liberou o primeiro vídeo de seu próprio Smash Bros, chamado Playstation All Stars: Battle Royale. E de cara o jogo parece uma cópia do jogo da Nitendo, especialmente pela música. No entanto, é realmente difícil imaginar um jogo desse estilo que não pegue as melhores coisas de Smash Bros, não é?

Os primeiros seis personagens confirmados (mostrados no vídeo) são:

  • Kratos (God of War
  • Parappa the Rapper (jogo homônimo
  • Colonel Radec (Killzone
  • Fat Princess (jogo homônimo
  •  Sweet Tooth (Twisted Metal
  • Sly Racoon (Sly Cooper

Bem a presença de Kratos é sempre uma obrigação, e a aparição de Parappa the Rapper vai deixar muitos jogadores da época do PS1 felizões (e não pense que ele não luta nada, porque o sifu dele é mestre de artes marciais ^_^').

Confira o trailer abaixo:




O PlaystationBlog avisou que o jogo será exclusivo para o PS3, mas não comentou nada sobre o PSVita. Vamos aguardar mais novidades.

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Eu vi: Os Vingadores, o desejo de um sonho realizado.

Se existe uma palavra para descrever o filme dos Vingadores essa palavra é Épico, para o pessoal que não conhece essa equipe de Heróis eu vou explicar pra vocês. No ano de 1963, a Marvel de Stan Lee e Jack Kirby criou "Os Vingadores", em resposta à "Liga da Justiça" da concorrente DC Comics. A primeira formação contou com Homem de Ferro, Thor, Vespa e Homem Formiga e a equipe foi formada para enfrentar o Hulk que estava sob o domínio de Loki irmão bastardo de Thor e o Capitão América entra bem mais tarde na equipe. 

Quando saiu os primeiros filmes feitos pela própria Marvel (Hulk e Homem de Ferro) já saia um rumor de que um filme sobre os Vingadores estava mais perto do que longe, e foi esse o caminho que a Marvel traçou com os outros filmes (Homem de Ferro 2, Thor e Capitão América), simplesmente a casa das ideias  estava preparando o terreno para esse evento.

O filme tem a direção e o roteiro de Joss Whedon um homem que mostrou que conhece muito bem como trabalhar múltiplos protagonistas nas telas, experiência que ele teve trabalhando em séries criadas por ele, como Buffy - A Caça-Vampiros, Angel e Firefly além de ser o responsável pela ficção-científica "Serenity" e do recente "Cabana na Floresta". Outra coisa que fez Whedon ser a escolha certa para esse filme, foi ele que fez os primeiros arcos de uma das mais empolgantes séries em quadrinhos dos mutantes da Marvel, Os Surpreendentes X-Men. Quem leu essa HQ vai entender como ele conseguiu o emprego na cobiçada superprodução da Marvel Studios. Com toda essa experiência era de se esperar que ele soubesse manejar as participações de cada um de seus superprotagonistas, dando a eles funções específicas dentro da trama. Vingadores  é perfeito dentro de suas pretensões. É, afinal, um filmão da Marvel.

No filme eu e todos os fãs das HQ’S da Marvel nos sentimos homenageados através do personagem do ator Clark Gregg o Agente Coulson - criado especificamente para o universo Marvel no cinema, o Coulson foi fundamental nos filmes anteriores para que a união desses heróis fosse possível e nos Vingadores ele se mostrou ser um fã (nerd) perto de seus ídolos, e certamente essa homenagem não será esquecida.

Para quem cresceu lendo essas histórias (como eu) e acompanhando o Universo Marvel nos bons e maus momentos nas revistas, é um sonho realizado ver essa reunião das franquias Homem de Ferro, Thor, Capitão América e Hulk. E ver tudo isso muito bem realizado é uma prova de que realmente podem fazer filmes bem feitos de heróis, simplesmente respeitando o fã e não tratando ele como qualquer coisa (Michael Bay isso foi uma indireta pra você).

Os vingadores é um filme de ação bem estruturado, que explora os pontos fortes de todo seu elenco e dá ao fã exatamente o esperado, a realização de um sonho e os Agentes Coulson que vivem por aí agradecem e muito.



Avante Vingadores!!!!!!!

26 de abril de 2012

Confira os pôsteres especiais dos Vingadores

 A empresa de design Mondo fez uma série de pôsteres para o filme dos Vingadores que chega em terras Brazucas a partir do dia 27/04.







Eu gostei dos pôsteres do Capitão America e do Hulk. E você gostou de qual???


Vi no Tumblr do Omelete




E se o filme dos Vingadores fosse feito nos anos 70

Faltando apenas um dia para a estreia do filme dos Vingadores um usuário do Youtube chamado , fez um video que vai deixar você rolando de rir… Ou se escondendo em vergonha alheia.

Catando cenas da série clássica do Hulk, usando a aparição do Thor e os filmes para tevê do Capitão América e de um agente de armadura que mais parece um ator pornô, ganhamos Os Vingadores, versão de 1978!

 Contra eles, estão ninguém menos que a banda KISS, além de Paul Lynde como Loki.

Confira o video logo abaixo:




Os Vingadores – The Avengers estreia nessa sexta 27 de abril.

E você já comprou seu ingresso?

Vi no Site Jovem Nerd 





25 de abril de 2012

Os Olhos do Dragão de Stephen King será adaptado para a TV

Os Olhos do Dragão (Eyes of the Dragon no original), romance de fantasia de Stephen King publicado em 1984, está sendo adaptado para a TV pelo canal Syfy

 A história é ambientada no reino fictício de Delain, a trama acompanha um jovem príncipe que é falsamente acusado de ter assassinado seu pai, o rei. Preso em uma alta torre, o príncipe deve descobrir uma maneira de escapar, se livrar das acusações e confrontar um poderoso mago que é o verdadeiro responsável pela morte de seu pai. 

O romance é uma raridade entre os trabalhos de King por ser um dos únicos que nunca foram adaptados para a TV ou cinema, e também é a única obra no gênero de fantasia que ele escreveu. 

 Michael Taylor (Battlestar Gallactica) e Jeff Vintar (Eu, Robô) vão escrever o roteiro, que pode ser adaptado tanto para o formato de minissérie como telefilme. Taylor e Bill Haber serão produtores-executivos. Os Olhos do Dragão foi publicado pela primeira vez em 1984 nos EUA, em edição limitada, pela editora Philtrum Press.


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Confira o Trailer inédito de Valente (Brave) o novo filme da Pixar.




A estreia no Brasil será apenas em 20 de julho, um mês após a estreia internacional (em 22 de junho). 


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24 de abril de 2012

O primeiro livro de George R.R. Martin sai no Brasil

O primeiro romance de George R.R. Martin, o autor das Crônicas de Gelo e Fogo (que deram origem à série de TV Game of Thrones), está saindo no Brasil. O livro se chama A Morte da Luz (Dying of the Light) e vai ser publicado pela editora LeYa na metade de maio.

Na ficção científica, Worlorn, um planeta em curso errante, que prosperou e construiu suas 14 cidades quando atravessava o caminho de uma grande estrela vermelha, hoje se afasta em direção à escuridão do universo. Cada uma das cidades foi erguida para celebrar as culturas de 14 sistemas planetários diferentes, e essas culturas, representadas pelos vários personagens da trama, entram em choque à medida em que Worlorn ruma para sua morte iminente.

A Morte da Luz tem 336 páginas e preço sugerido de R$ 39,90.

A Morte da Luz | Pré-venda



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23 de abril de 2012

Trinca de histórias de Leo, Gino e Ângela está completa

Pois é depois da noticia de que O Mistério do 5 Estrelas seria adaptado para os cinemas, agora saiu a noticia de que os outros dois livros de Marcos Rey com as aventuras protagonizada pelos jovens Leo, Gino e Ângela tambem vão ser adaptadas.

Segundo o produtor Rodrigo Teixeira, a decisão de adaptar os outros dois livros obedece um desejo dos leitores, que desde o anúncio dessas adaptações da Coleção Vaga-Lume para as telas têm pedido para ver os filmes na ordem como os livros foram publicados em 1981, 1982 e 1983. Assim, O Mistério do Cinco Estrelas será filmado com O Rapto do Garoto de Ouro - e a produção de Um Cadáver Ouve Rádio acontecerá posteriormente.

Depois de investigar um misterioso assassinato no luxuoso cinco-estrelas paulistano Emperor Park Hotel, os jovens Leo, Gino e Ângela tentam resolver, em O Rapto do Garoto de Ouro, o sequestro do jovem astro do rock Alfredo, conhecido como o Garoto de Ouro, desaparecido desde a sua festa de aniversário de 16 anos, em uma cantina italiana no Bexiga. Em Um Cadáver Ouve Rádio, que fecha a "trilogia", é a vez do caso da morte do querido sanfoneiro Boa-Vida, encontrado morto ao lado de um rádio ligado.

Ainda não há uma data específica para as filmagens, que usarão a mesma equipe.


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20 de abril de 2012

Crepusculinho, Luar Inovador: Facil Demais!!!!

Pois é Pessoal Crepusculinho está de volta aqui no blog e dessa vez vai voltar a ser semanal, então toda sexta vocês vão ver aqui Crepusculinho.

Vamos a tirinha de hoje:



(Clique na imagem p/ ver)

Presidente da Marvel comenta sobre o filme do Homem-Formiga e outras surpresas

Durante a premiere europeia do filme dos Vingadores, Kevin Feige, o presidente da Marvel Studios, comentou sobre o filme do Homem-Formiga e o que está deixando os fãs entusiasmados é o fato de que Edgar Wright (Scott Pilgrim Contra o Mundo) voltou a se dedicar ao filme, Feige disse: "Está mais perto do que nunca. Edgar está ficando cada vez mais empolgado para ir para trás das câmeras de novo e começar a pré-produção do Homem-Formiga. Nós vamos dar uns passos à frente em alguns meses que vai nos colocar mais próximos ainda [de fazer o filme]. Em termos de data de lançamento, não sei ainda", complementou.

E para finalizar, Feige ainda informou algo muito curioso. Pelo que ele disse ao blog britânico Hey U Guys, que personagens como Feiticeira Escarlate e Mercúrio, que são mutantes mas estão intimamente ligados à história dos Vingadores podem aparecer em um filme do supergrupo da Marvel, apesar de ter seus direitos ligados à Fox, detentora dos direitos dos X-Men. O mesmo vale também para os skrulls, raça alienígena que surgiu nas páginas dos gibis do Quarteto Fantástico.



O filme dos Vingadores  estreia no Brasil no proximo dia 27/04



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As Aventuras de Tintim vai voltar na TV Cultura próxima semana

A clássica série animada baseada na criação do belga Hergé, estará de volta ao canal que apresentou a série ao público brasileiro nos anos 1990 a TV Cultura. No proximo dia 23, às 18h45, o canal volta a exibir o programa desde sua primeira temporada. A partir de então, a série irá ao ar de segunda a sexta no mesmo horário.
O episódio de reestreia da série, intitulado "O Caranguejo das Tenazes de Ouro", será facilmente reconhecido por aqueles que assistiram ao filme de Spielberg, As Aventuras de Tintim. A trama, ao lado de "O Segredo do Licorne", serviu de base para o longa, que acompanha Tintim e o Capitão Haddock na caçada ao tesouro do pirata Rackham, o Terrível.





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19 de abril de 2012

Confira o trailer de God of War: Ascension!


Quando God of War III foi lançado já rolava rumores de uma sequencia, o que é compreensível, já que a trilogia (com mais dois games que exploram o passado de Kratos) criou uma das bases de fãs mais fiéis e incríveis já vistas.

Acreditava-se que a própria Sony revelaria o novo jogo até esta sexta-feita (dia 20 de abril de 2012). No entanto, a Amazon fez um pequeno tropeço, e acabou não só revelando a arte da caixa do jogo, como também o primeiro trailer oficial!

A preocupação maior dos fãs era que os desenvolvedores acabassem com o final satisfatório do terceiro game apenas para fazer mais um jogo. Mas God of War: Ascension será o que estão chamando de “interquel”, e se passará antes ou entre um dos cinco jogos.

A narração fala de uma época onde Kratos libertou-se do juramento de sangue, uma época onde ele não estaria preso a este juramento, livre para vingar a morte de sua família.

Confira o trailer e a caixa do jogo (cuja arte não é a final):





O jogo sairá exclusivamente para o PS3, só em 2013.



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Garoto com leucemia realiza sonho ao ser Batman por um dia

Que tipo de criança nunca sonhou, em ser um super-herói? Salvar vidas, impedir crimes, ganhar a chave da cidade? Os departamentos de Polícia e dos Bombeiros da cidade americana de Arlington fizeram um sonho de um garoto se tornar realidade, no último sábado, dia 14 de abril de 2012.

O nome da ação foi “A Wish with Wings” (um sonho com asas), e fez o sonho do garoto de 7 anos, Kye, tornar-se realidade. Kye sofre de leucemia, e como muitos outros em sua condição, não tem grandes chances de ter uma infância plena.

Mas a parceria entre os departamentos fizeram com que Kye se tornasse o próprio Batman, numa aventura digna dos quadrinhos clássicos do personagem! Este dia especial incluiu um banco, dinheiro falso, policiais motorizados, uma “bomba” falsa e dois vilões (que impressionam bastante!), culminando na Prefeitura da cidade, onde o Assistente do Chefe de Polícia James Hawthorne presenteou Kye com uma “chave da cidade”.

A ação ganhou um vídeo, nada menos que emocionante. Confira:





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Veja a primeira foto de Kathy Bates como o fantasma de Charlie Harper

Pois é isso mesmo que você leu, a atriz Kathy Bates vai interpretar o fantasma do Charlie Harper no episodio chamado "Why We Gave Up Women" em Two and a Half Men, o episodio vai ser exibido no dia 30 de abril nos EUA. A atriz interpretará o espectro do finado personagem de Charlie Sheen em uma participação especial.

Segundo o site de fofocas TMZ, Charlie Sheen está "honrado em dividir um papel com Bates". O ator, que já havia dito que não assistiria mais à Two and a Half Men, alegou que vai abrir uma exceção para o episódio com Bates - que ele considera ser uma atriz "muito engraçada e talentosa".

No episódio, Alan (Jon Cryer) sofre um princípio de infarto e o fantasma de seu irmão lhe faz uma visita no hospital.

Confira a imagem logo abaixo:



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17 de abril de 2012

Veja o novo pôster de O Espetacular Homem-Aranha!

O filme traz Andrew Garfield no papel de Peter Parker/Homem-Aranha, e vai colocar o herói lutando contra um de seus vilões mais clássicos: O Lagarto (Rhys Ifans).

O Espetacular Homem-Aranha ainda vai contar a história de Peter antes de conhecer Mary Jane Watson. Com isso, o interesse amoroso do herói é ninguém menos do que a querida por muitos fãs, Gwen Stacy (Emma Stone). Todo o drama com o Capitão George Stacy (Denis Leary) também deve estar presente.

O filme tem a direção de Marc Webb e partir do dia 3 de julho, os brasileiros poderão conferir a nova versão para os cinemas do Homem-Aranha.

Confira o pôster logo abaixo:






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Confira o novo visual da Mulher-Maravilha em nova HQ

Em Wonder Woman #8, edição que chega às lojas dos EUA (e digitalmente ao mundo todo) nesta semana, a heroína amazona ganhará um novo uniforme e acredeite se quiser pistolas!

Em sua preparação para invadir o inferno, a Mulher-Maravilha aparece equipada com uma armadura e brandindo armas de fogo - douradas, para combinar com o restante do uniforme. Nada como enfrentar as hostes infernais com estilo!
 




Brian Azzarello escreveu a HQ ilustrada por Cliff Chiang.


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Veja o primeiro trailer de Pokémon Black & White 2

A Nintendo liberou o primeiro vídeo de Pokémon Black & White 2, que mostra novidades, como locações e líderes de ginásio inéditos. O que permanece igual é a mecânica e o continente (o mesmo de Black & White).





Eu só achei o treinador parecido com uma menina de boné, e a treinadora com a princesa Leia, mas o resto eu gostei bastante, espero poder jogar logo.

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Especial centenário do Titanic: OS FATOS DEPOIS DE 15 DE ABRIL

E agora para finalizar o especial aqui no blog, confira os fatos depois do dia 15/04/1912. obrigado quem acompanhou esse especial aqui no blog e obrigado especialmente aos Blogs Titanic Momentos e Titanic a Eterna Lenda, obrigado pela suas dedicações em ter conseguido tantas informações sobre essa lenda que é o Titanic.

 
 

16/04/1912:

Nova comunicação da White Star Line ao Board of Trade, em Londres: pesarosa, a empresa admite a gravidade do acidente e o salvamento de menos de um terço das 2.227 pessoas que se encontravam a bordo.

17/04/1912:

Na data prevista para a chegada do Titanic a Nova York, a White Star Line, freta o Mackay-Bennett, da Commercial Cable Co., para procurar corpos na zona do naufrágio.

18/04/1912:

Navios da marinha norte-americana, enviadas pelo Presidente Taft, oferecem assistência ao Carpathia, que não responde. O telegrafista Bride recebe três mensagem, da Estação Marconi de Sea Gate, em Long Island, pedido para manter a boca fechada sobre o que aconteceu. A troca de sua história por dólares de quatro dígitos. As 20h30min, na sala de jantar do Carpathia, o menino Frank Goldsmith vê uma luz pela janela e acha que um navio quase se chocou com o Carpathia. Na verdade eram as luzes do porto de Nova York. Mais de 10.000 pessoas e dezenas de jornalistas esperam o Carpathia no porto, e quase 30.000 populares se distribuem pela margem do Rio Hudson. O navio ultrapassa o cais 54 da Cunard, e sobe o rio até o cais da White Star Line, onde vai arriar os botes que traz pendentes do costado. Os jornalistas, ansiosos por informações, fretam barcos para chegar perto do navio e fazem perguntas aos náufragos através de megafones. 

O Carpathia retorna ao cais da Cunard às 21h30min, para o desembarque dos 705 sobreviventes. Os imigrantes também vão desembarcar ali e não na ilha de Ellis, uma das raras ocasiões em que essa exigência do Serviço de Imigração será dispensada. Começa o tumultuado desembarque. O corretor William Sloper é assediado por jornalistas, como todos os náufragos, e recusa-se a dar entrevistas, reservando seu depoimento para o New Britain Herald, cujo editor é seu amigo. Bride, por sua vez, vai vender sua história ao New York Times por 1.000 dólares. Cottam receberá do mesmo jornal 750 dólares pelo relato de sua participação. Na confusão do cais, o cão de Elizabeth Rothschild morre sob as rodas de uma carruagem. O salvamento do animal no Standard 6 haverá de repercutir na imprensa, pois o marido de Elizabeth não teve a mesma sorte.

19/04/1912:

Aberto no senado norte-americano o “United States Senate Inquiry”, sob a presidência do Senador William Smith. Serão ouvidas 82 pessoas. Um repórter do New York Herald, desgostos o com William Sloper, publica que ele conseguiu salvar-se porque se vestiu de mulher. Não é verdade, mas o corretor passará o resto de seus dias a defender-se da vil calúnia. No cais da White Star Line, os funcionários trabalham afanosamente nos botes resgatados, lixando o nome Titanic.

20/04/1912:

Em entrevista ao Providence Journal, nos Estados Unidos, Alfred Stead, irmão do jornalista William Stead, reclama das circunstâncias em que sobreviveu o diretor de operações da White Star Line, Bruce Ismay. O vapor Bremen passa pela zona do naufrágio e seus passageiros vêem corpos no mar.

21/04/1912:

A White Star Line freta o Minia, da Anglo- American Telegraph Co., para o resgate dos corpos.

24/04/1912:

Os fornalheiros do Olympic, que está de partida, entram em greve, reivindicando suficientes botes salva-vidas. Desertam 285 tripulantes e a viagem é cancelada. O navio permanecerá seis meses fora de serviço, para ser equipado com 68 botes. Também serão procedidas alterações estruturais: com seis compartimentos de colisão inundados, o navio poderá flutuar.

25/04/1912:

Um membro do parlamento britânico, Josiah Wedgwood, interpela o Board of Trade. Ele quer saber por que morreram 65,38% das crianças da Terceira Classe.

30/04/1912:

Os oportunistas não perdem tempo: em dia incerto, ainda em abril, é lançado na Alemanha o primeiro filme sobre o naufrágio, In nacht und eis (Na noite e no gelo), em preto-e-branco, silencioso, dirigido por Mime Misu, com duração de 30 minutos. Retorna o Mackay-Bennett. Encontraram 306 corpos, 190 recolhidos e 166 sepultados no mar, alguns identificados e outros sepultados sem identificação após minuciosa descrição do biótipo, indumentária e pertences. O quarto corpo resgatado é o de um bebê desconhecido, que comove a tripulação. Sobre o bebê, clique no link e veja a matéria já colocada no blog Titanic Momentos.

02/05/1912:

Aberto em Londres, por ordem do Lorde-Chanceler, Conde de Loreburn, o “British Wreck Comissioner's Inquiry”, sob a presidência de Charles Bigham, Lorde Mersey, membro da Câmara dos Lordes. Serão ouvidas 96 pessoas, entre elas Charles Lightoller, Bruce Ismay, Stanley Lord (Capitão do Californian), Marconi, membros da tripulação, construtores do navio e inspetores do Board of Trade. Os únicos passageiros convidados a depor serão os menos aptos, Sir Cosmo e Lady Duff Gordon.

03/05/1912:

Retoma o Minia: 17 corpos, 15 recolhidos e dois sepultados no mar.

04/05/1912:

A tripulação do Mackay-Bennett acompanha o sepultamento do bebê desconhecido, que ela adotou, no Fairview Lawn Cemitery, em Halifax. No pequeno caixão, sobre o peito da criança, uma placa: "Our babe" (Nosso bebê). Os marujos se cotizam e erguem um monumento no túmulo.

06/05/1912:

Parte o Montmagny, do governo canadense, para o resgate dos corpos. Achará quatro corpos: três recolhidos e um sepultado no mar.

14/05/1912:

Um mês após o naufrágio, estréia nos Estados Unidos, em preto-e-branco, silencioso, o filme Saved from the Titanic, dirigido por Étienne Arnaud, com duração de dez minutos e protagonizado pela atriz Dorothy Gibson, sobrevivente no Standard 7, que representa seu próprio papel.

15/05/1912:

A White Star Line freta o Algerine, de Bouring Brothers, para o resgate de corpos. Achará apenas um corpo. O total de corpos encontrados: 328.

25/05/1912:

Encerrado o inquérito norte-americano. Mais isento do que o britânico, responsabiliza principalmente o Capitão Edward Smith, Bruce Ismay, Andrews Thomas e o Capitão do Californian Stanley Lord, mas é prejudicado pela insistência em temas colaterais, como a constituição e o regime dos icebergs, e pela ignorância dos senadores em assuntos náuticos, incapazes de compreender questões singelas como, por exemplo, a diferença entre a numeração regulamentar dos botes salva-vidas e a ordem de arriamento.

12/06/1912:

Suspenso o resgate de corpos.

03/07/1912:

Encerrado o inquérito britânico, cujo maior cuidado é inocentar a White Star Line, o Capitão Edward Smith e o Board of Trade. O Capitão Stanley Lord, do Californian, é considerado o maior culpado pela tragédia. Lorde Mersey não percebeu, ou não quis perceber, que a lastimável omissão do comandante do Californian atuou sobre um efeito produzido por outrem. A condição necessária do naufrágio é o iceberg, sem o qual não ocorreria, mas sua causa principal passa ao longe do infortunado capitão, que ao agravar aquele efeito se identifica como causa meramente acessória, à semelhança dos oficiais Henry Wilde, William Murdoch e Charles Lightoller, que podendo salvar até 1.178 pessoas nos botes, salvaram apenas 705. De resto, entre o Californian e o Titanic havia uma barreira de gelo. Os culpados têm outros nomes.



Fonte: Titanic Momentos 


16 de abril de 2012

Finalmente o Pottermore é aberto oficialmente ao público


Enfim a longa espera chegou ao fim, você que estava ansioso para fazer parte dessa rede social do fãs de Harry potter, o blog Pottermore Insider anunciou no dia 14 a abertura oficial do site, confira:

Prepare-se para começar sua jornada Pottermore, porque Pottermore.com agora está aberto para todos. Nos próximos dias, estaremos convidando novos usuários para Pottermore.com . Estamos à espera de estar muito ocupado para começar e planejar para ativar novos registros em um fluxo constante. Isso significa que você não pode ter acesso a Pottermore imediatamente depois de se inscrever, mas vamos levá-lo a explorar o site o mais rápido possível.


Depois que você se inscreveu, você vai se classificado em uma das quatro casas de Hogwarts, tem uma varinha escolhê-lo, e descobrir nova redação exclusiva de JK Rowling. Nós estaremos adicionando lotes de novas funcionalidades nas próximas semanas e meses, por isso certifique-se de retornar regularmente para explorar e descobrir todas as alterações como Pottermore cresce. Quer mais? Confira nosso clipe "sneak peek" Pottermore . (Confira logo abaixo)


Quem quiser me adicionar no Pottermore o meu Username é ElmSky18544 


Vi no blog Ever Potter



15 de abril de 2012

Especial centenário do Titanic: RMS Carpathia - A história do herói do Titanic

E pra finalizar esse especial dos 100 anos do Titanic gostaria de mostrar um texto do blog Titanic a Eterna Lenda sobre o Carpathia o navio que foi o herói dos sobreviventes do Titanic.

História:


O RMS Carpathia foi construído por Swan Hunter & Wigham Richardison, em Newcastle upon Tyne, Inglaterra. Ele foi lançado ao mar no dia 6 de Agosto de 1902 e começou seus testes no mar em 22 de Abril de 1903 tendo finalizado-os no dia 25 de Abril. O Carpathia pesava 8,600 toneladas, tinha 164 metros de comprimento e 18 metros de largura. Na sua viagem inaugural em 5 de Maio de 1903 de Liverpool, Inglaterra a Boston, Estados Unidos, o Carpathia passou pelas cidades de New York, Trieste, Rijeka e vários portos do Mediterrâneo.

Desastre do Titanic

O Carpathia estava navegando de New York a Rijeka, na noite de domingo, 14 de Abril de 1912. Entre os passageiros estavam o renomado pintor Colin Campbell Coopee e sua esposa Emma, a jornalista Lewis P. Skidmore, o fotógrafo Dr. Francis H. Blackmarr e Charles H. Marshall, cujas três sobrinhas estavam viajando a bordo do Titanic. Seu operador de rádio sem fio, Harold Cottam, não tinha ouvido as mensagens anteriores do RMS Titanic, estando na ponte de comando naquele momento. Ele recebeu mensagens de Cape Race afirmando que eles tinham comunicação privada agora. Ele pensava que seria muito útil e enviou uma mensagem afirmando a Cape Race que o Titanic tinha tráfego com eles. Em resposta, recebeu um sinal contínuo.

Cottam acordou o Capitão Arthur Henry Rostron que imediatamente ordenou velocidade máxima para a última posição conhecida do Titanic, aproximadamente 58 milhas (93 km) de distância. Rostron ordenou que o aquecimento e a água quente do navio fossem cortados, para que os motores usassem todo o vapor disponível. Às 4 horas da manhã o Carpathia chegou no local depois de enfrentar em seu caminho campos de gelo perigosos. O Carpathia foi capaz de salvar 705 pessoas.

Reconhecimento


Por seu trabalho de resgate, a tripulação do Carpathia foi condecorada pelos sobreviventes. Os membros da tripulação foram condecorados com medalhas de bronze, os oficiais com medalhas de prata e o Capitão Rostron com uma medalha de ouro e uma taça de prata, presenteada por Molly Brown. Rostron mais tarde foi hóspede do presidente Taft na Casa Branca e foi presenteado com uma medalha de ouro do Congresso, a mais alta honra que o Congresso dos Estados Unidos poderia lhe atribuir.

Naufrágio


O Carpathia foi parte de um comboio que foi acertado por um torpedo em 17 de Julho de 1918 a leste da costa da Irlanda pelo submarino Alemão U-55. A proa afundou primeiro. 157 passageiros e a tripulação sobrevivente foram resgatados pelo HMS Snowdrop no dia seguinte. O último avistamento foi às 02:45am, assim que popa afundou.

Buscas e trabalhos de salvamento

Em 9 de Setembro de 1999 as agências de notícias Reuters e AP informaram que a Argosy International Ltd., dirigida por Graham Jessop, filho do internacionalmente conhecido explorador submarino Keith Jessop, tinha encontrado o naufrágio do navio Carpathia no fundo do Oceano Atlântico, naquela semana, cerca de 185 milhas (298 km) ao sudoeste da costa Inglesa. "Ele está em condições muito boas para um navio naufragado com a idade que tem", afirmou Jessop. "Ele está em uma peça só, e está na posição vertical.

No ano seguinte o autor e mergulhador Americano Clive Cussler anunciou que sua organização, a NUMA havia encontrado os destroços na primavera de 2000, a uma profundidade de 500 pés (150 m). Após o ataque do submarino, o Carpathia ficou na vertical, sobre o fundo do mar. Os destroços atualmente estão na vertical na costa da Irlanda. O atual proprietário da embarcação é a Premier Exhibitions Inc. (anteriormente RMS Titanic, Inc.), que pretende recuperar objetos a partir dos destroços. A mesma empresa possui os direitos do RMS Titanic cujos artefatos são mostrados em exposições no mundo inteiro.



Fonte: Titanic a Eterna Lenda



Especial centenário do Titanic: HÁ 100 ANOS NO DIA 15/04/1912


Há 100 anos às:

0h:00min:
Ismay conversa com o engenheiro Bell. Os problemas são sérios, diz o técnico, mas as bombas de esgoto vão manter a flutuação. Boxhall desce outra vez. Na sala do correio, já com meio metro de água, os agentes ainda tentam salvar a correspondência.

0h:05min:


Andrews retoma com informações desoladoras. Os quatro primeiros compartimentos de colisão estão inundados, forçando a proa para baixo. Em breve a água ultrapassará a quarta antepara, passando ao quinto compartimento, e assim sucessivamente. O navio não foi construído para enfrentar danos de tal magnitude e o naufrágio ocorrerá em uma hora e meia, talvez duas. O capitão manda que os botes sejam descobertos e os passageiros convocados às áreas superiores externas, todos com coletes salva-vidas.

0h:10min:


No Californian, o Terceiro Oficial Charles Groves, tenta contatar pela lâmpada Morse com o navio imóvel e iluminado. Não obtêm resposta. O Capitão Lord pede ao Segundo Oficial Herbert Stone, que observe. Ele ainda acha que não é o Titanic, mas um cargueiro. A maioria das caldeiras foi fechada e nuvens de vapor manam das válvulas de segurança no corpo das chaminés, exaurindo a pressão resultante da parada dos motores. O barulho é tamanho que dificulta a comunicação entre as pessoas no convés dos barcos. As caldeiras distantes da proa continuam em funcionamento, sob o comando do engenheiro Bell, para que acionem as bombas de esgoto e alimentem os geradores, assegurando energia para a iluminação e o serviço telegráfico.

0h:15min:


O mecânico Ernest Gill que espairece na coberta do Californian, observa as luzes do navio parado. Ele julga que é um vapor alemão de passageiros, em viagem para Nova York. Na Sala Marconi, perplexos, os telegrafistas acabam de ouvir o capitão ordenar pedido de socorro a todos os navios. Os dedos nervosos de Phillips acionam o manipulador. O primeiro a responder é o alemão Frankfurt, do Norddeutscher Lloyd: está na escuta e logo chamará de volta. O La Provence, da Compagnie Generale Transatlantique, e o Mount Temple, da Canadian Pacific, copiam a mensagem, também ouvida na estação Marconi de Cape Race. A bordo, os passageiros circulam como sonâmbulos, e tal atmosfera de irrealidade se adensa quando, por ordem do capitão, o conjunto de Wallace Hartley começa a tocar peças do ragtime na sala de estar da Primeira Classe, entre elas “Alexander’s Ragtime Band” e “Great Big Beautiful Doll”. Mais tarde, vai transferir-se para o convés dos barcos, tocando junto à porta de bombordo da grande escadaria da proa.

0h:17min:


Nova mensagem do Titanic a todos os navios

0h:18min:


O código de emergência é ouvido pelo Ypiranga, da Hamburg-Amerika Linie. O Frankfurt comunica que se encontra a 283km.


0h:20min:


Andrews é um altruísta, não é em vão que, dos oficiais aos carvoeiros, todos os tripulantes o estimam, e sendo o construtor do navio, mais aguda se torna sua angústia. Andrews pede que Etches o acompanhe ao convés C e confira cabine por cabine, avisando que os coletes salva-vidas se encontram na prateleira superior do roupeiro. Etches desce e no caminho vê o comissário McElroy em sua sala, cercado de homens e mulheres. São passageiros da Primeira Classe em busca de jóias e valores em depósito.

0h:25min:


No Carpathia, da Cunard, navegando de Nova York para Gibraltar e comandado pelo Capitão Arthur Rostron, o telegrafista Harold Cottam, ainda ignora o que aconteceu com o Titanic, e antes de desligar o aparelho e ir dormir, resolve alertá-lo que copiou mensagens de Cape Race. Nos minutos seguintes outros navios chamarão, mas, à exceção do Mount Temple, a 90km, estão distantes: o Birma, da Russian East Asiatic, 130km, o Virginian, da Allan Line, 315km, e o Baltic, da White Star Line, a 450km. O Titanic apresenta forte inclinação para frente e para bombordo, mas os passageiros, simplesmente, negam o que seus olhos vêem. Se nem Deus consegue afundar este navio, por que um magote de gelo sujo o conseguiria? O Capitão Smith ordena finalmente: todos, sem precipitação, preparem-se para abandonar o navio. Primeiramente, mulheres e crianças. O embarque de estibordo começa a ser coordenado por Murdoch, o de bombordo, por Lightoller.

0h:26min:


Boxhall deixa sobre a mesa de Phillips um papel com a nova posição calculada do Titanic.

0h:30min:


No convés C, os comissários McElroy e Barker ainda atendem ansiosos passageiros que exigem a devolução do que guardaram. Mais uma vez, o Californian tenta em vão contatar pela lâmpada Morse com o navio parado. No Mount Temple, de Antuérpia para Nova York, o Capitão Moore ordena que o navio, em sua velocidade máxima de 11,5 nós siga na direção do Titanic.

0h:34min:


Phillips faz contato com o Olympic, comandado pelo Capitão Haddock, a 926km de distância. O Capitão Haddock desvia o curso, mas para chegar à zona do naufrágio precisa navegar 23 horas. O Carpathia está a 91km de distância. Sua velocidade de cruzeiro é de 14,5 nós. O Capitão Rostron manda imprimir pressão total às caldeiras. A calefação é desligada, para que todo o vapor produzido se destine aos motores, e o velho navio agora avança à velocidade jamais experimentada de 17,5 nós. Contudo, não espera alcançar o Titanic antes das quatro horas da manhã.

0h:40min:


Murdoch e Lightoller organizam o embarque na penumbra, sob a supervisão de Wilde. Não é permitido que os homens se aproximem. Os emigrantes compreendem, finalmente, que precisam abandonar as cabines e os pertences: a água avança. Quando começam a subir, encontram as portas dos conveses superiores fechadas e vigiadas por tripulantes que só permitem a passagem das raras mulheres e crianças que se apresentam. Aos homens, é assegurado que está vindo uma embarcação para socorrê-los.

0h:45min:


Murdoch, auxiliado por McElroy, Ismay e Pitman, arria de estibordo o Standard 7 com apenas 28 pessoas (16 homens e 12 mulheres = 03 tripulantes e 25 passageiros da Primeira Classe), sob o comando do vigia Hogg. Phillips, por sugestão de Bride, emprega pela primeira vez o novo código SOS. As luzes do navio desconhecido ainda promovem esperanças, e os timoneiros Rowe e Bright, orientados por Boxhall, iniciam o lançamento dos foguetes de sinalização, oito ao todo, com intervalos de aproximadamente cinco minutos. Os foguetes sobem a mais de 24m e explodem em 12 estrelas brancas. No Californian, tripulantes observam foguetes, e o aprendiz de oficial James Gibson, informa o Capitão Lord. Vistos à distância, não se elevam a grande altura e não produzem nenhum som. O capitão conclui que são fogos festivos. Outro tripulante os confunde com estrelas cadentes.

0h:50min:


Em seu alojamento, o Capitão Lord comunica-se pelo tubo com o Segundo Oficial Stone, na sala de navegação. Quer saber se o navio iluminado está mais perto. O outro informa que não e acrescenta que o mesmo está lançando foguetes, mas não responde à lâmpada e agora já se afasta. O capitão vai dormir.

0h:52min:


O mecânico Gill, no Californian, viu os primeiros foguetes e desconfia de que o navio tem problemas. Como é apenas um trabalhador da casa de máquinas, não lhe corresponde fazer observações marítimas e menos ainda comunicá-las ao capitão, guarda para si a suspeita.


0h:53min:


Lowe e Pitman tratam do embarque no Standard 5. A operação é demorada, os tripulantes não têm familiaridade com os turcos e Ismay atrapalha com ordens absurdas. Lowe perde a paciência e o interpela: - Quer que eu lance o barco mais depressa? Quer que afogue a todos? Se parar de me infernizar posso fazer o que precisa ser feito. O dono do navio não retruca e se afasta. Murdoch ordena que Pitman assuma o comando do Standard 5.

0h:55min:


Lightoller arria de bombordo o Standard 6, com 27 pessoas (03 homens e 24 mulheres = 02 tripulantes, 24 passageiros da Primeira Classe e um da Terceira Classe), sob o comando do timoneiro Hichens. O bote desce e, sete metros abaixo, na altura do convés C, Hichens grita, reclamando que precisa de um navegador. O Major Peuchen adianta-se e revela a Lightoller sua condição de iatista. O oficial, aferrado ao propósito de embarcar apenas mulheres, crianças e remadores, resmunga que se Peuchen é de fato um homem do mar, deve agarrar um cabo e descer por ele. Os 52 anos do major não se intimidam. Ele se pendura e desliza até o bote. É o seu 28º ocupante. Murdoch e Lowe arriam de estibordo o Standard 5 com 39 pessoas (15 homens, 23 mulheres e uma criança = 03 tripulantes e 36 passageiros da Primeira Classe), sob o comando de Pitman.

1h:00min:


Lightoller manda o marujo Samuel Hemming, trazer as lanternas de emergência, ainda guardadas. Tardia providência, três botes já foram lançados sem luz e outros ainda o serão, antes que as lanternas apareçam. Na proa, a água cobre a inscrição com o nome do navio. Phillips envia nova mensagem ao Olympic, indicando a posição e frisando que o navio bateu no gelo. A banda continua tocando. Murdoch e Lowe arriam de estibordo o Standard 3, com 48 pessoas (23 homens, 24 mulheres e uma criança = 10 tripulantes e 38 passageiros da Primeira Classe), sob o comando do marujo Moore. Sir Cosmo Duff Gordon encosta em Murdoch e, referindo-se ao Cúter 1, pergunta se pode tomá-lo com sua esposa, o oficial autoriza. Wilde organiza embarque no Standard 8, auxiliado por Gracie. Isidor Strauss traz a esposa, Rosalie. No último instante, da retrocede, não quer tomar o bote, sem seu marido Isidor, que recusa embarcar antes dos outros homens, o coronel e outros não conseguem persuadi-la.

1h:10min:


Arriado o Cúter 1, com apenas 12 pessoas onde cabem 40 (10 homens e duas mulheres = 07 tripulantes e 05 passageiros da Primeira Classe). A operação é na área de Murdoch, mas quem a procede são tripulantes que, ato contínuo, pulam para o bote, provavelmente em decorrência de entendimento prévio com Sir Cosmo. O comando é do vigia Symons. Wilde arria de bombordo o Standard 8 com 39 pessoas (04 homens e 35 mulheres = 04 tripulantes e 35 passageiros da Primeira Classe), sob o comando do marujo Thomas Jones. O mar desborda a sexta antepara. A terceira sala das caldeiras, no meio do navio, está inundada. Alguns fornalheiros fugiram, um pequeno grupo ficou para trás e é alcançado pela água. Wilde já se ocupa do Standard 10. Com o navio adernando para bombordo, o bote pendurado afasta-se mais de meio metro do convés.

1h:15min:


Pronuncia-se a inclinação do navio para bombordo. Indignado, Andrews exige dos oficiais que os botes sejam arriados com lotação completa. Murdoch manda que o Standard 9 seja carregado no convés A, cujas aberturas, nesta seção, não dispõem de telas.

1h:17min:


Phillips renova o pedido de socorro a todos os navios.

1h:20min:


Phillips repete sem cessar a mensagem de CQD. O navio, agora, aderna para o outro lado, mas em minutos tornará a pender para bombordo: com a água a irromper por todos os caminhos dos conveses inferiores. As portas do convés dos barcos que dão para as escadarias foram fechadas para evitar que a invasão dos passageiros da Terceira Classe venha a tumultuar o embarque. Tripulantes controlam a multidão, permitindo tão-só a passagem das mulheres e crianças que se apresentam. Wilde arria de bombordo o Standard 10 com 54 pessoas (07 homens, 42 mulheres e 05 crianças = 05 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do marujo Edward Buley. Murdoch arria de estibordo o Standard 9, com 56 pessoas (16 homens, 38 mulheres e duas crianças = 08 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do contramestre Haines.

1h:25min:


Wilde, auxiliado por Grade, arria de bombordo o Standard 12 com 42 pessoas (03 homens, 37 mulheres e duas crianças = dois tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do marujo Frederick Clench. Enquanto o bote desce, o 43º passageiro: é o britânico Gus Cohen, da Terceira, que pula do convés, tombando sobre a também britânica Lutie Parrish, da Segunda, e ferindo-lhe o tórax e a perna. Arriado por Murdoch do convés A de estibordo o Standard 11, com 70 pessoas (12 homens, 51 mulheres e 07 crianças = 09 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do timoneiro Sidney Humphreys. Lightoller arria de bombordo o Standard 14 com 63 pessoas (11 homens, 41 mulheres e 11 crianças = 08 tripulantes e, em maioria, passageiros da Segunda Classe), sob o comando do Oficial Lowe.

1h:30min:


Benjamin Guggenheim retoma à cabine para trocar de roupa e se prepara para afundar como cavalheiro. Os passageiros da Terceira Classe forçam a porta de uma das escadarias, invadindo o convés dos barcos. Entre eles, inúmeras mulheres e crianças. Os homens portam punhais, facas, porretes, e lutam com a tripulação para abrir caminho. Segundo o Dr. Dodge, que ainda está a bordo, alguns são mortos a tiros. Em meio ao tumulto, o Capitão Smith é visto caminhando no convés A em estado de choque, ignorando o que acontece à sua volta.

1h:31min:


Do Titanic para o Olympic: Casa de máquinas inundada.

1h:33min:


No mar, os botes se distanciam lentamente do Titanic para evitar a sucção do afundamento. No Cúter 1, o Money Boat, lançado há meia hora, os tripulantes perdem o senso de direção: remam diretamente para um grupo de luzes até perceber que são as do navio que afunda.

1h:35min:


Murdoch arria do convés A de estibordo o Standard 13, com 64 pessoas (21 homens, 35 mulheres e 08 crianças = 06 tripulantes e, em maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do fornalheiro-chefe Barrett. Trinta segundos após o lançamento do 13, Murdoch arria do convés de estibordo o Standard 15, com 70 pessoas (29 homens, 35 mulheres e 06 crianças = 05 tripulantes e, em sua maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do fornalheiro Frank Dymond. Enquanto Rowe lança o oitavo e último foguete, Lightoller, auxiliado por Moody, arria de bombordo o Standard 16, com 56 pessoas (06 homens, 45 mulheres e 05 crianças = 06 tripulantes e, em sua maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do mestre-de-armas Joseph Bailey. Gritos no convés de bombordo, é Wilde defendendo o Cúter 2. A estibordo, tiros: é Murdoch, já menos complacente, a impedir que um grupo de homens ocupe o Dobrável C.

1h:37min:


Do Baltic para o Titanic: Estamos correndo em sua direção.


1h:40min:


Wilde arria de estibordo o Dobrável C, com 69 pessoas (17 homens, 38 mulheres e 14 crianças = 05 tripulantes e, em maioria, passageiros da Terceira Classe), sob o comando do timoneiro Rowe. A descida é acidentada. Aderna tanto o navio para bombordo que o bote roça várias vezes no costado, correndo o risco de ter as bordas de lona rasgadas pelas cabeças dos rebites. Os homens, manejando os remos contra o casco, conseguem mantê-lo afastado. Do Titanic para o Birma: Afundando rapidamente. Passageiros nos botes.

1h:45min:


Wilde arria de bombordo o Cúter 2, com 25 pessoas (06 homens, 15 mulheres e 04 crianças = 04 tripulantes e, em maioria, passageiros retardatários da Primeira Classe), sob o comando de Boxhall, que porta alguns foguetes de sinalização. Do Titanic para o Carpathia, última mensagem que este copia: Venha logo. Sala de máquinas inundada acima das caldeiras.

1h:47min:


O Caronia ouve o Titanic, mas os sinais são fracos, indecifráveis.

1h:48min:


O Asian tenta retomar contato, igualmente sem resultado.

1h:50min:


Lightoller trabalha no retardado carregamento do Standard 4. Astor auxilia Madeleine e, observando que há lugares vagos, pergunta se pode acompanhar a esposa grávida, o acesso a ele é negado.

1h:55min:


Lightoller, finalmente, arria de bombordo o barco atrasado, o Standard 4, com 40 pessoas (07 homens, 26 mulheres e 07 crianças = 07 tripulantes e, em esmagadora maioria, passageiros da Primeira Classe), sob o comando do timoneiro Walter Perkis. Sobram 25 lugares neste barco reservado para a elite e nem um só é oferecido às 56 crianças da Terceira Classe que vão morrer em meia-hora.

2h:00min:


Os navios Olympic, Frankfurt e Baltic chamam o Titanic. Sem resposta. A banda toca hinos, toca também Nearer, my God, to thee (Mais perto de ti, Senhor), composição de Sarah Flower Adams em 1841, que Wallace Hartley costuma dizer que reserva para seu funeral. No convés A, Lightoller instrui os subordinados a formarem um círculo com os braços dados, para que apenas mulheres e crianças embarquem no Dobrável D, já pendurado nos turcos do Cúter 2.

2h:05min:


O naufrágio pode ocorrer a qualquer momento. Toda a sorte de objetos desliza na direção da proa. Dos salões, das cabines, das cozinhas, sobem aos conveses superiores o estalejar de louça, vidros, metais, e as detonações do mobiliário ao chocar-se contra as paredes de vante, atribuindo uma cadência apocalíptica ao estridor das válvulas de segurança. Arriado do convés A de bombordo o Dobrável D com 44 pessoas (07 homens, 33 mulheres e 04 crianças = 03 tripulantes e, em maioria, passageiros da Primeira Classe), sob o comando de Arthur Bright. É o último de bombordo e leva os meninos Edmond e Michel Navratil, de dois e três anos, que foram raptados pelo pai, em litígio com a mãe, e viajam com nomes falsos. Andrews é visto sozinho na sala dos fumantes da Primeira Classe, sentado, imóvel. Com o colete abandonado sobre a mesa, espera placidamente a morte, assumindo uma culpa que, afinal, é muito menos dele do que de outros.

2h:10min:


O castelo da proa está submerso e a água ultrapassa a guarda de vante do convés A. Na cobertura do alojamento dos oficiais, os tripulantes, afobados, não conseguem retirar a lona que protege os dobráveis A e B, fixada por cordas, que serão cortadas com um canivete. Na Sala Marconi, o capitão libera os telegrafistas. Segurando-se onde pode para não escorregar no piso inclinado, vai à sala de navegação. Phillips envia a última mensagem, ouvida só pelo Virginian e com sinais tão débeis que não são decifrados. A banda toca Autumn.

2h:15min:


A banda já parou de tocar. Murdoch, segundo Lightoller, manda pendurar o Dobrável A, já arriado de cima do alojamento do capitão, nos turcos do Cúter 1. A água transpõe a guarda da asa de bombordo da ponte e já alcança as primeiras janelas da sala de navegação. O capitão é visto nas imediações, mas Bride vai testemunhar que, na verdade, ele já pulou para o mar. O navio balança-se para frente, provocando ondas que se dissipam no convés dos barcos. Um dos oficiais suicida-se com um tiro na têmpora, ocorrência que três pessoas vão relatar. Lightoller e tripulantes, sobre o alojamento dos oficiais, empurram o Dobrável B por uma rampa feita com remos. O bote cai emborcado no convés de bombordo. É tarde. A proa mergulha e uma imensa onda invade o convés dos barcos. Lightoller pula e cai no costado do navio, junto a uma grade de entrada de ar da casa de máquinas. Pulam Phillips e Bride.

2h:17min:


A água penetra velozmente pela grade da entrada de ar do costado, sugando Lightoller, que submerge com a proa. Logo é devolvido à superfície pela energia da explosão de uma caldeira. Ele nada e, à luz das estrelas, encontra o Dobrável B: é o primeiro passageiro do bote emborcado e parcialmente submerso. Em seguida, terá a companhia do ajudante de cozinha Collins, que dá com o bote ao vir à tona. A obliqüidade do navio, com a popa erguida, quebra a primeira chaminé, que ao tombar mata dezenas de pessoas que flutuam. Outro que escapa e pela segunda vez é Lightoller, a chaminé cai muito perto do Dobrável B. O Dobrável A é alcançado por 22 homens e 2 mulheres. Lightoller e Collins tentam desvirar o Dobrável B, sem sucesso. Logo serão 30 homens, espremidos sobre o fundo do bote.

2h:18min:


As luzes do navio piscam uma vez e se apagam. Agora o Titanic é uma ingente massa negra e compacta contra o céu estrelado. Já não o será: com ruídos ensurdecedores, resultantes do deslocamento de toda a tralha de aço arrancada de suas bases, parte-se em dois pedaços, entre a terceira e a quarta chaminés.

2h:20min:


Com um rugido monstruoso, a popa começa a mergulhar. As ondas sacodem os botes mais próximos. Aquele prodígio sobre as águas, insígnia da opulência eduardiana, não existe mais, e a deformada carcaça de uma era de esplendor viaja para seu túmulo, num ângulo de 30° e à espantosa velocidade de 75km horários, a 1.600 km da cidade em que Ismay queria aportar na terça-feira.


2h:25min:


Mensagem do Birma para o Frankfurt, reportando que se encontra a 127km da zona do naufrágio. No Californian, tripulantes notam que o navio ao longe desapareceu. Concluem que, após uma parada, seguiu viagem.

2h:40min:


O telegrafista do Mount Temple informa o Capitão Moore que há quase uma hora o Titanic não se manifesta. No Carpathia, Rostron determina o lançamento de foguetes de sinalização a cada 15 minutos, para prevenir o Titanic ou eventuais náufragos de sua aproximação. Dos 20 botes, apenas quatro ou cinco têm lanternas. Nos demais, os sobreviventes queimam pedaços de papel para indicar a posição e alertar algum navio nas imediações.

2h:45min:


O Carpathia encontra vários icebergs e um oficial adverte o Capitão Rostron, que mantêm a mesma velocidade.

3h:00min:


O Mount Temple, que vem do leste, depara-se com gelo pesado e diminui a marcha. No Standard 6, Hichens atormenta os passageiros. Em horário impreciso, entre 3 e 4h, as mulheres, lideradas por Margaret Brown, amotinam-se contra Hichens e ameaçam jogá-lo ao mar. O timoneiro enrola-se num cobertor e limita-se a praguejar em voz baixa. Lowe, no Standard 14, assume o comando da operação de salvamento, e faz com que se unam, amarrados, o Dobrável D e os standard 04, 10 e 12. Decidido a retomar em busca de sobreviventes, transfere para outros botes a maior parte dos passageiros que ocupam o seu. Após reunir oito homens, Lowe parte em direção ao resgate de sobreviventes.

3h:05min:


Na sala de navegação do Mount Temple, o Capitão Moore vê a luz do mastro de um pequeno navio a pouco mais de um quilômetro à proa e é obrigado a manobrar para não abalroá-lo. A embarcação vem da região do naufrágio. O pesqueiro norueguês Samson, quem sabe?

3h15min:


Do Carpathia para o Titanic: Se você continua aí: estamos lançando foguetes.

3h20min:


A tripulação do Califomian vê novos foguetes ao sul. Outra festa, como aquela das primeiras horas da madrugada? Em meio a centenas de cadáveres, Lowe descobre quatro pessoas vivas, equilibrando-se sobre destroços que sobrenadam.

3h:25min:


Os foguetes são vistos pelos náufragos nos botes. Cottam chama insistentemente o Titanic. O Baltic telegrafa ao Virginian, perguntando pelo Titanic. O Mount Temple pára, cercado de gelo, a 25krn da suposta zona do naufrágio.


3h:30min:


O Carpathia chega à área reportada por Phillips e não encontra nada. Nem navio, nem destroços, nem botes.

3h:48min:


Do Birma, supondo que o Titanic ainda está na escuta: A toda velocidade em sua direção. Chegaremos por volta das seis horas. Esperamos que estejam bem. Apenas 91 km nos separam.

3h:50min:


O Ypiranga avisa a todos os navios que há muito tempo não ouve o Titanic, mas Cottam, no Carpathia, ainda o chama.

4h:00min:


O Capitão Rostron manda desligar os motores, à espera. Seus oficiais, apreensivos, perscrutam o mar em todas as direções. No outro lado de um vasto campo de gelo, a tripulação do Californian vê um vapor na região em que, no começo da noite, observou o navio iluminado. O navio Carpathia também já é visto pelos náufragos, inclusive os do Dobrável B, a grande distância.

4h:05min:


Um oficial do Carpathia, na proa, percebe no mar uma luz verde. São os foguetes de Boxhall no Cúter 2. O bote se aproxima vagarosamente. Começa a clarear o dia.


4h:10min:


O navio manobra para facilitar e o Cúter 2 encosta abaixo da portaló de estibordo. Traz várias crianças. São arriadas escadas. O trabalho de resgate é lento, laborioso, dificultado pelos náufragos: alguns em pranto convulso, outros em estado de choque ou de histeria, além daqueles que se movem com estranhas pausas, calados, sombrios. O bote vazio é pendurado no costado. Em seguida virão os outros, que se distribuem numa área de aproximadamente 8km².

4h:18min:


Do La Provence para o Celtic: Há mais de duas horas ninguém ouve o Titanic.

4h:30min:


O Mount Temple tenta avançar e se imobiliza diante do mesmo campo de gelo que bloqueou o Californian.

4h:40min:


Um segundo bote, o Cúter 1, é recolhido pelo Carpathia.

4h:45min:


Recolhido o Standard 5 e, em seguida, o 13. Com intervalos variáveis e em horários imprecisos, vão chegando os demais.

4h:50min:


O Mount Temple continua parado no meio do gelo.

4h:55min:


Birma e Frankfurt trocam mensagens.

5h:00min:


Encrespa-se o mar e aumentam as dificuldades do bote emborcado. A cada vez que é sacudido por uma onda, escapa um pouco de ar de seu interior e a proa afunda mais. Os homens continuam a trocar de posição, mas já estão muito cansados.

5h:10min:


O Californian liga seus motores para deixar o campo de gelo. O lugar está cercado de grandes icebergs, esplendoroso panorama a contrastar com a magnitude da tragédia. Dependendo da direção em que lhes bate o sol nascente, suas cores mudam, são brancos, azuis e em tons que oscilam entre violeta e cinza escuro. Move-se também o Mount Temple. Recolhido o Standard 7.

5h:14min:


O Birma avisa que se encontra a pouco mais de 50km do Titanic.

5h:25min:


O Celtic tenta enviar mensagem ao Titanic através do Caronia, que responde: não há contato.

5h:30min:


No Californian, o Chefe dos Oficiais Stewart desperta o telegrafista Evans e, comentando que um navio lançou foguetes durante a noite, aconselha-o a ligar o aparelho. Ele o faz com uma chamada geral, que de imediato é respondida pelo Frankfurt, que reporta que o Titanic naufragou. Evans, nervoso, pede a posição do Titanic. No Dobrável B, Lightoller sopra seu apito e chama a atenção dos botes amarrados, o Dobrável D - rebocado pelo 14 de Lowe, pois está fazendo água - e os standard 04, 10 e 12, a 800m de distância. Lowe manda que o 04 e o 12 voltem e recolham os sobreviventes. Antes do amanhecer, o 12 estará sobrecarregado com 70 pessoas transferidas de outros botes. O Dobrável B, vazio, também é rebocado por Lowe. No Dobrável A, sem as bordas e com o fundo sob a superfície, os náufragos, eretos - entre eles uma mulher, têm o mar nos joelhos. O bote vai afundar. Lowe parte em seu socorro e, antes da abordagem, dispara quatro tiros de alerta: ninguém deve se precipitar sobre o 14, sob pena de emborcá-lo. Três corpos são abandonados no bote, que fica à deriva.

5h:35min:


Troca de mensagens entre o Californian e o Mount Temple, que lhe indica a suposta posição do Titanic, como pouco antes o fizera o Virginian. Com o mar apinhado de blocos de gelo, Lord ordena que o navio siga à meia força para a zona reportada.

6h:00min:


O Mount Temple vê o Carpathia no outro lado do campo de gelo. Neste, prossegue o resgate dos botes e, da amurada, os passageiros da Cunard os fotografam. Recolhido o Standard 3. Em Nova York, são quase oito horas e já circulam os jornais matutinos com enormes manchetes, como o Herald's: O NOVO TITANIC BATE EM ICEBERG E PEDE AJUDA. NAVIOS CORREM EM SUA DIREÇÃO. Os jornalistas esperam um comunicado do escritório local da WSL. O Vice-Presidente Philip Franklin, desconhecendo que o navio está perdido, declara à imprensa que, mesmo batendo no gelo, ele pode flutuar indefinidamente. E acrescenta: - Nós temos absoluta confiança no Titanic. Estamos certos de que é insubmergível.

6h:15min:


Troca de mensagens entre o Californian e o Birma.

6h:30min:


Recolhido o Dobrável Cm Ismay esta a bordo. O médico o conduz à sua própria cabine, e durante o resto da viagem Ismay não vai abandoná-la. Não come, não bebe, exceto água com calmantes, e receberá mais tarde uma única visita, a do jovem Jack Thayer.

6h:55min:


Recolhidos dez botes. Os passageiros do Carpathia colo¬cam suas cabines à disposição dos náufragos.

7h:10min:


O Californian pede ao Mount Temple sua posição. Os navios estão à vista um do outro, a oeste do campo gelado, mas o cargueiro da Leyland Line está mais próximo da zona do naufrágio. Ambos procuram passagens em meio ao gelo.

7h:30min:


Em Nova York, já na metade da manhã, acorrem ao escritório da WSL, ansiosos por notícias, familiares e amigos das vítimas, como a esposa de Benjamin Guggenheim, o pai de Madeleine Astor e J. P. Morgan Jr., além de centenas de pessoas desconhecidas. Todos são recebidos com notícias tranqüilizadoras: não há motivo algum para preocupação, o Titanic não afunda, e na remota eventualidade de afundar, é certo que isto só lhe acontecerá após flutuar dois ou três dias. À tarde, aparecerá nas ruas um banner do Evening Sun: TODOS SALVOS NO TITANIC APÓS A COLISÃO.

7h:55min:


À meia força, o Califomian começa a cruzar o campo de gelo.


8h:15min:


Os náufragos estão a salvo no Carpathia, exceto os do Standard 12. No resgate do 6, minutos antes, a tripulação não queria aceitar a bordo o cão de Elizabeth Rothschild, mas teve de ceder, a mulher só se dispunha a subir se o animal a acompanhasse. No convés, corpos de pessoas que morreram durante a madrugada. Os cirurgiões, na enfermaria, assistem os sobreviventes.

8h:20min:


A tripulação do Californian murmura contra o Capitão Lord, por não ter mandado despertar o telegrafista quando soube dos foguetes.

8h:30min:


Chega o Californian, afinal, e já não há o que fazer. O Capitão Lord vê no mar pedaços de tábuas brancas, cadeiras de convés, almofadas, tapetes e coletes. Aos poucos, aproximam-se outros navios, entre eles o Birma. Recolhido o Standard 12, encerrado o trabalho de resgate. Lightoller é o último a subir no Carpathia. O navio se movimenta. Em rápida busca às imediações, encontra apenas o corpo de um homem com um sobretudo, que deriva lentamente para o sul. O Major Peuchen estranha, pois, vivos ou mortos, todos deveriam flutuar. Ao mesmo tempo, vê na superfície grande quantidade de cortiça: o tecido dos coletes não resistiu à baixa temperatura da água.

8h:35min:


O Mount Temple ouve o Carpathia reportar que recolheu 20 botes (na verdade são 19 botes, pois o Dobrável A, abandonado no mar, será encontrado dias depois pelo Oceanic). Quando o navio passa pela área dos destroços, procede-se a um serviço religioso, tributado àqueles que já não vivem.

8h:50min:


Começa a viagem para Nova York.

8h:50min:


Nas horas seguintes, um comitê dos sobreviventes recolherá milhares de dólares para doar ao Capitão Rostron e seus subordinados.

9h:05min:


O Mount Temple retoma seu curso original, após ouvir do Carpathia que já não precisa permanecer à escura.

9h:50min:


Cottam, que agora tem a companhia de Bride no aparelho, passa a ignorar as mensagens que tratam do acidente, alegadamente por ordem do capitão, que manda priorizar as notícias dos náufragos às suas famílias. Notícias que, misteriosamente, só chegarão dias depois.

12h:10min:


O Frankfurt chega à zona do naufrágio.

16h:00min:


Em horário impreciso, no meio da tarde, mensagem de Ismay para Philip Franklin, em Nova York: Com profundo pesar comunico que Titanic naufragou nesta manhã, após colisão com iceberg, do que resultou severa perda de vidas. Informações completas mais tarde. Outro mistério: a mensagem não é enviada de imediato, ainda que autorizada pelo Capitão Rostron, e só o será na quarta-feira, dia 17, sendo recebida no mesmo dia por Franklin, às 9h da manhã.

18h:16min (horário de Nova York):


Recebida pela WSL norte-americana a primeira mensagem que dá conta do que realmente aconteceu. Vem do Capitão Haddock, do Olympic. Enviada bem mais cedo pelo comandante do Olympic, demorou para chegar, mas jamais se descobrirá se o atraso foi intencional, relacionado com as manobras de ressegurar a carga.

22h:30min (horário de Nova York):


Comenta-se que a White Star Line já dispõe de uma lista parcial de sobreviventes.

23h:55min (horário do navio):


Morre a bordo do Carpathia o marujo William Lyons, que fora retirado da água pelo Standard 4. Sepultado no mar.




Fonte: Titanic Momentos 


 

14 de abril de 2012

Especial centenário do Titanic: HÁ 100 ANOS NO DIA 14/04/1912

 
Há 100 anos às:
 
 
05h:00min:

O telégrafo está em dia, e os operadores assoberbados com o tráfego das mensagens acumuladas dos passageiros.

07h:30min:

Na quadra de squash, início das aulas com o instrutor Frederick Wright. Um dos alunos é o Coronel Gracie, que já reservou a primeira hora da manhã de segunda-feira.

08h:30min:

Anunciado o desjejum.

09h:00min:

Passageiros observam a passagem de blocos gelados. Recebida do Caronia a primeira advertência de gelo deste domingo, que é entregue na sala de navegação a Lightoller.

10h:00min:

Murdoch assume seu quarto na sala de navegação.

10h:30min:

Inspeção do capitão e auxiliares. Tempo bom, mar calmo, soprando de sudoeste um vento moderado e frio. Passageiros caminham pelo convés dos barcos. Estava programado para este horário um exercício com os botes salva-vidas, mas o capitão o cancela para que todos possam assistir ao serviço religioso no salão de refeições da Primeira Classe.

11h:40min:

Recebida do Noordam, da Holland America Line, a segunda advertência de gelo, que relata a presença de muito gelo aproximadamente na mesma posição da relatada pelo Caronia.

12h:00min:

Almoço festivo no salão de refeições da Primeira Classe. Conferida a posição do navio em relação ao sol, com o sextante: fez 878,6 km desde o meio dia de sábado. A velocidade subiu para 21,5 nós. Os preparativos para pôr em ação as cinco caldeiras auxiliares de um só terminal indicam que tanto o engenheiro Bell como o Capitão Smith cederam à pressão de Ismay, e a idéia é imprimir ao navio, talvez ainda hoje, sua velocidade máxima.

13h:00min:

Lightoller afixa na sala de navegação a mensagem do Caronia, recebida quatro horas antes, após mostrá-la a Murdoch.

13h:42min:

Comandado pelo Capitão Ranson, o S.S. Baltic da White Star Line envia a terceira mensagem recebida pelo Titanic avisando sobre icebergs e grande quantidade de gelo, 450 km à frente do Titanic. A mensagem é entregue ao Capitão Smith, que ao invés de mandar afixá-la na sala de navegação, entrega-a a Ismay, com quem está a almoçar. Ismay lê e, sem nada dizer, guarda-a no bolso. Posteriormente ele a mostraria para alguns passageiros.

13h:45min:

O S.S. Amerika, da Alemanha, é o navio mais próximo de Cape Race, Newfoundland, envia a quarta mensagem sobre o alerta de campos de gelo. Talvez a mensagem mais importante recebida, ela relatava a presença de dois grandes icebergs observados no mesmo dia. Esta mensagem nunca chegou à ponte de comando, possivelmente nenhum dos operadores teve tempo para enviá-la ao capitão, pois o aparelho de telegrafo quebrou pouco após o recebimento desta mensagem, tendo Phillips e Bride passado grande parte do dia consertando o aparelho.

14h:00min:

Wilde assume seu quarto na sala de navegação. Os oficiais discutem sobre a possibilidade de encontrar gelo e concordam num ponto: o perigo tem hora marcada, entre 20h e 1h.

17h:30min:

A temperatura começa a cair.

17h:50min:

O capitão altera ligeiramente o curso para o sul, supostamente uma precaução contra os campos de gelo, mas não reduz a velocidade. Ao contrário, o navio faz agora 22 nós. Ismay interpela Andrews, alegando que a mudança de curso, possivelmente, resultará em atraso na chegada a Nova York.

18h:00min:

Anunciada a janta. Lightoller assume seu quarto na sala de navegação, substituindo Wilde. No timão, Arthur Bright. No cesto da gávea, George Hogg e Alfred Evans, dois dos seis vigias do navio. Eles alcançam o cesto por uma escada no interior do mastro da proa e vão cumprir um plantão de duas horas.

18h:30min:

Phillips e Bride reparam o telégrafo e tratam de expedir as mensagens particulares que novamente se acumularam.

19h:00min:

A temperatura continua caindo: 6°C.

19h:15min:

Lightoller manda verificar se as escotilhas do castelo da proa estão fechadas, de modo que as luzes internas do navio não perturbem a visão dos vigias no cesto da gávea.

19h:30min:

Tempo bom, mar calmo. Já anoiteceu. A temperatura baixa rapidamente: 4°C. A queda indica aproximação de campos de gelo. Na Sala Marconi, o turno é de Phillips, mas Bride o substitui para que possa jantar. Ele ouve e anota a quinta advertência de gelo, expedida pelo cargueiro Californian, reportando a presença de três grandes icebergs ao sul de sua posição. A mensagem é encaminhada à ponte. Aparentemente, quem a recebe não é Lightoller, mas o Quarto Oficial Boxhall, cuja reação é meramente burocrática: assinala os icebergs na carta náutica. O capitão não toma conhecimento, ele está no restaurante à la carte, no convés B, onde será homenageado. Ismay, por sua vez, ainda se encontra no salão de refeições da Primeira Classe, jantando com o médico William O'Loughlin.

20h:00min:

No cesto da gávea, Hogg e Evans são substituídos por George Symons e Archie Jewell. No timão, Alfred Olliver no lugar de Bright, para um plantão de duas horas. Phillips reassume o telégrafo. Bride recolhe-se ao alojamento dos telegrafistas, contíguo à Sala Marconi. Na sala de navegação, assessorando Lightoller, estão Boxhall, que acaba de calcular a posição do navio, e Moody.

20h:40min:

A temperatura é de 0,5°C e Lightoller manda vistoriar o suprimento de água doce do navio. Ordena também que sejam ligados os aquecedores no alojamento dos oficiais.

20h:55min:

O capitão pede licença para ausentar-se da festa e visita a ponte. Boxhall o informa sobre a posição do navio, tirada às 20h. Noite estrelada, sem lua. O capitão conversa com Lightoller sobre o tempo, a visibilidade e a navegabilidade nessa área crucial da travessia. O segundo oficial ignora que já chegaram cinco advertências de gelo - tampouco o alerta o capitão - e comenta que, tendo chegado apenas uma, a do Caronia, às 9h, é possível que haja gelo pela frente, mas não muito. Acredita também que, se houver icebergs, serão vistos à claridade das estrelas, mas ambos convêm em que um obstáculo de certa magnitude pode ser melhor detectado através da arrebentação do que pela luz refletida pelas suas partes superiores. O mar, no entanto, plácido qual um lago, minimiza a arrebentação.

21h:20min:

Segue o capitão para seus aposentos, recomendando que o despertem se houver alguma dúvida sobre a navegação. Lightoller ordena a Moody que telefone aos vigias Symons e Jewell: estejam atentos aos icebergs e transmitam o aviso aos substitutos. A visibilidade é excelente, mas a vigilância, já se sabe, processa-se a olho nu.

21h:30min:

Recebida do Mesaba, a serviço da Red Star Line, a sexta advertência de gelo, reportando vastos campos gelados e enormes icebergs. Atarefado com o tráfego e considerando que avisos semelhantes já são conhecidos, Phillips não a encaminha à sala de navegação, deixando-a numa bandeja em sua mesa, sob um peso de papel. A temperatura é de 0°C. O Titanic avança na máxima velocidade que até agora empregou: 22,5 nós.

21h:38min:

O telegrafista Stanley Adams, do Mesaba, envia nova mensagem: está à espera da notícia de que a advertência de minutos antes foi passada ao Capitão Smith. Phillips não responde. Ele continua enviando e recebendo os telegramas sociais dos passageiros, através da estação Marconi de Cape Race, na Terra Nova.

22h:00min:

Céu claro, sem nuvens, mar sereno. A temperatura é negativa: menos 0,5°C. No comando, Lightoller é substituído por Murdoch e lhe transmite o curso e a velocidade. Conversam sobre a possibilidade de encontrar gelo e concluem que talvez isso aconteça dentro de mais ou menos uma hora. Boxhall diz a Moody que tome seu lugar na sala de navegação. Antes de se recolher, inspeciona alguns conveses. No timão, Olliver é substituído por Robert Hichens. No cesto da gávea, Frederick Fleet e Reginald Lee que são avisados da provável ocorrência de gelo. Eles não dispõem de nenhuma proteção para o rosto e continuam sem binóculo. Há outros três a bordo, dois para os oficiais na sala de navegação e um terceiro para os práticos dos portos, mas ninguém cogita de ceder este último aos vigias.

22h:30min:

O Californian apaga os motores e pára em meio a um pesado campo de gelo de aproximadamente 47 km de comprimento por 4 km de largura. Sua tripulação vê ao longe as luzes de um navio. A temperatura da água cai severamente: menos 2°C. A temperatura do ar é de menos 1°C.

22h:45min:

O Titanic mantém a velocidade. No Californian, o Capitão Lord conversa com o engenheiro. Mostra-lhe o navio que avistou minutos antes e o convida para ir à Sala Marconi saber das novidades.

23h:00min:

Recebida do Californian a sétima advertência de gelo.

23h:10min:

Phillips responde: “Caia fora. Cale a boca. Estou operando com Cape Race e você está bloqueando meu sinal.” E não passa a mensagem recebida à sala de navegação. Evans, por sua vez, não retruca e, durante a próxima meia-hora, irá distrair-se ouvindo o incessante tráfego do Titanic.

23h:15min:

Mensagem do Titanic para Cape Race: Desculpe. Bloqueado. Repita, por favor.


23h:30min:

Phillips encerra a comunicação com Cape Race.

23h:35min:

No Californian, Evans desliga o aparelho e vai dormir. No cargueiro parado no gelo, mantém-se desperto só o pessoal do quarto. Um dos tripulantes tenta contatar pela lâmpada Morse com o navio cujas luzes são vistas pela proa de bombordo. Não há resposta, embora o alcance dos sinais da lâmpada seja de 18km. Fleet, no cesto da gávea, percebe uma névoa à frente do Titanic. Na asa da ponte, Murdoch também vigia, acompanhado de Moody, mas eles só podem ver aquilo que aparece acima da linha da proa. Um distante ponto de luz branca, a bombordo, que jamais será identificado, chama a atenção dos vigias e dos oficiais e quem sabe os distrai. Talvez seja a mesma e misteriosa embarcação que o Capitão Lord vê do Californian. Talvez seja o próprio Californian.

23h:40min:

Fleet vê, a menos de 500 metros, a massa escura de um enorme iceberg, elevando-se a quase 20m da superfície, e de pronto bate o sino três vezes. Apanha o telefone e espera que alguém atenda na sala de navegação. Moody atende e educadamente agradece, e comunica a Murdoch, que já acorre da asa da ponte. Na sala do leme, atrás da sala de navegação, o primeiro oficial ordena ao timoneiro Hichens que “carregue todo o leme a estibordo.” Já de volta à sala de navegação, gira a manivela do telégrafo, determinando à casa de máquinas parada dos motores e reversão a toda potência. Pelo sistema hidráulico, fecha todas as portas estanques. Deveria acionar previamente o respectivo alarme e esperar dez segundos para fechar. A precipitação o leva a fazer as duas coisas ao mesmo tempo, pois decorrem apenas 15 segundos entre o aviso do vigia e o fechamento das portas. Boxhall, que em seu alojamento ouviu o sino, larga a xícara de chá, levanta-se e dirige-se à sala de navegação. A proa começa a virar para bombordo. Vira dez graus, mas não basta: 37 segundos após o aviso do vigia, o Titanic colide em seu costado de estibordo, abaixo da linha d'água e três metros acima da quilha, com a montanha de gelo. Boxhall, a meio caminho da sala de navegação, sente o baque. Um ligeiro tremor sacode o navio e, durante dez segundos, um surdo rangido assusta quem ainda não dormiu ou desperta quem já o fez. Amassadas, as placas da carena têm as cabeças de seus rebites arrancadas e cedem em vários pontos. As fendas são de alguns centímetros ou escassos milímetros, mas permitem que os quatro primeiros compartimentos de colisão estejam abertos para o mar. Duas toneladas de gelo sujo se desprendem da grimpa do iceberg e tombam despedaçadas entre o castelo da proa e a ponte de comando, e também na seção de vante do convés A. O timoneiro Olliver, que se encontra perto da ponte, vê o iceberg passar. O cume ultrapassa o convés dos barcos.

23h:42min:

O capitão deixa seu alojamento e chega à ponte. Murdoch avisa do iceberg e relata que mandou carregar a estibordo e reverter motores, mas o navio estava muito próximo e acaba por bater no iceberg. Pelo telégrafo, o capitão ordena à casa de máquinas meia-força à frente, mas logo contra-ordena: parar os motores. Manda Boxhall inspecionar os danos. Murdoch diz ao timoneiro Olliver que faça no livro de ocorrências o registro da colisão, ocorrida às 23h40min.

23h:45min:

A tripulação do Californian vê as luzes de um navio parado.


23h:50min:

O capitão ainda não sabe, mas nos primeiros dez minutos após o impacto, a água, na proa, avança quatro metros acima da linha d'água, e os primeiros quatro compartimentos de colisão são invadidos. O quarto é a sexta sala de caldeiras. Seu piso, em circunstâncias normais, encontra-se 150m acima da superfície oceânica, mas agora a água já alcança 250m em suas paredes internas. Apenas três tripulantes conseguem escapar. A sala do correio, no convés G, que deveria estar seis metros acima da superfície oceânica, já foi alcançada, e isto significa que a água ultrapassou a terceira antepara, invadindo a sexta sala de caldeiras. É feita a chamada para que os marujos de convés se posicionem ao lado dos botes salva-vidas que lhes correspondem. Em situações de emergência, cada um deles tem sua posição predeterminada.

23h:55min:

Bride desperta e vai assumir seu posto. Na Sala Marconi, ouve de Phillips que o navio sofreu algum dano e talvez precise retomar a Belfast. O relato do carpinteiro também não satisfaz o capitão, que deseja informações precisas. Ele pede a Andrews que faça uma avaliação. Ismay com um roupão sobre o pijama chega à ponte. O capitão relata que bateram em um iceberg. Apressadamente, Ismay se retira.
 
 
 
 

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