25 de novembro de 2010

Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1: Eu vi Parte 1 de 2

Depois de um tempo eu consegui juntar as ideas e processar tudo que vi na sessão de Pré-Estréia (Pre-estrea) de Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1, e não tenho duvida em dizer que até agora esse foi realmente o melhor filme de toda a série.

Antes de falar do filme, gostaria de comentar como foi a pré no Cinemark aqui em Natal. Bem, o Cinemark mais uma vez me mostrou o total descaso com os fãs, o que pra mim não é muita surpresa, pois eles fizeram o mesmo na pré do filme do Sherlok Holmes.

Mas, deixando isso de lado vamos falar do filme, bem, começamos com a Hermione segurando um jornal com a seguinte manchete: "Marca Negra espalha pânico" em sua casa no mundo trouxa, e dando adeus aos seus pais após limpar a memória deles de qualquer lembrança da única filha. Logo depois vemos Tio Válter e Duda enchendo o carro de pertences da família e indo embora. E por ultimo vemos Rony no lado de fora da toca. Não sei se vocês notaram, mas essa abertura mostra o sentimento dos personagens principais e que eles estão dando adeus as suas casas, como se o amanhã não fosse existir. Achei essa abertura bastante triste e tocante principalmente pra quem leu os livros. Enfim, após uma breve introdução de despedidas, finalmente o logo da série aparece dando inicio ao fim.

Esqueci de falar que as cenas foram mescladas com o Ministro Scringeour, concedendo uma entrevista no Ministério e relatando todos os perigos que ambos os mundos, trouxa e bruxo, estão enfrentando. Vocês se lembram que "Enigma do Príncipe" também teve uma abertura semelhante? Seria esta uma marca registrada do diretor David Yates? Bem, logo depois vemos o Snape aproximando-se da Mansão Malfoy. Notem que ele está sozinho, e não mais com Yaxley, como no livro. Embora ele tenha feito a saudação com a mão direita e não com a esquerda, o efeito especial do portão correspondeu mais ou menos ao que eu havia imaginado no livro. Snape também sentou a esquerda de Voldemort, e não a sua direita como é ilustrado no livro. Bem, o texto eu achei absolutamente fiel, e me deixou extremamente satisfeito, pois nos mostrou todo o ar sombrio que era necessário.

A aparição do Thicknesse na cena garanto que foi a maior surpresa, mas foi para ilustrar que ele já está sob a maldição Imperius. Voldemort estava extremamente sombrio nessa cena, o que me deixa bem satisfeito, pois mais uma vez me correspondeu ao imaginado no livro. Belatriz como sempre muito serviçal e apaixonada pelo seu mestre se oferece para realizar a tarefa de matar Potter, embora isso seja uma adaptação apenas do filme e também uma ilustração daquilo é subtendido no livro, pois sempre imaginei a Belatriz apaixonada pelo mestre. No decorrer da cena vemos que Voldemort pede a varinha de Lúcio e quebra-a, realmente humilhando o senhor Malfoy o que também me leva a outra coisa subtendida desde livro 6, de que os Malfoy estão com medo do Lord, e eu gostei muito quando isso foi bem aproveitado principalmente no filmes 6 e agora no atual. A morte de Caridade Burgage foi incrível, e extremamente a mais chocante de todos os filmes da série, cena que também mostra o drama de Snape, e tudo isso se completa na lágrima da Burgage que rola após sua morte. Realmente um trabalho incrível do Yates de realizar uma atmosfera tão sombria logo no começo do filme.

Depois vemos o que deve ser um flashback da morte Dumbledore e em seguida a cena corta para um Harry sem rumo e visivelmente perturbado, o que me leva a falar da única coisa que não gostei no filme, foi a aparição do espelho de Sirius que na trama entra sem explicação, mas deixando isso de lado vemos que Harry observa o que na imaginação dele deve ser o olho de Alvo no espelho, depois ele arruma sua mochila e vemos o bilhete de R.A.B. e o obituário de Dumbledore publicado por Elifas Doge no Profeta Diário.

Em seguida somos levados para uma Rua dos Alfeneiros totalmente vazia, e ai nos vemos em uma cena de nostalgia onde Harry abre seu antigo cantinho (Onde tudo começou), o armário sob a escada, onde ele encontra dois de seus antigos brinquedos, dois soldadinhos, onde um está caído, ilustrando o que pra mim foi uma alusão ao capítulo cinco do livro, "O Guerreiro Caído". Na cena que se segue, vemos uma fidelidade muito clara ao livro, desde textos até ações de cada personagem, e Olho-Tonto antes de morrer estava impecável, como sempre, com todo seu tom excêntrico e ao mesmo tempo extremamente protetor e realmente um ótimo e grande amigo.

Fred e Jorge são sempre muito singulares com as suas piadas. As risadas são inevitáveis nessa cena, desde a transformação até a finalização da transformação dos sete Potter’s. Edwiges é solta por Harry antes de sua partida. O que pra mim foi algo que ficou bem melhor que no livro onde a coruja é levada junto com Harry no sidecar. E pra mim, a morte da coruja foi muito mais heróica e importante pra trama, e aumentando ainda mais o drama do protagonista em ver essas mortes como responsabilidade sua.

A cena de ação dos Sete Potter’s para mim está impecável, desde quando eles levantam voo, e somos levados para uma batalha nas nuvens. Após a morte de Edwiges que no contexto do filme serviu para denunciar o verdadeiro Harry, e então vemos o recuo do Comensal da Morte, e em seguida vemos um Voldemort voa atrás de Harry freneticamente e com sede de sangue do "menino que sobreviveu". É incrível como filme pegou fielmente o fato de Voldemort poder voar sem o auxilio de nada e com a câmera seguindo-o ficou impressionante. Harry grita, sente que vai morrer ao lado de seu amigo Hagrid, e então vemos como a varinha de Harry destrói a varinha de Lúcio, que estava nas mãos de Voldemort e como Ralph Finnes interpreta-o fielmente ao livro. A adaptação final desta cena, com Voldemort destruindo a rede de energia elétrica ficou realmente incrível! E em seguida vemos Harry e Hagrid aterrissando n'A Toca, dentro da água que a rodeia após romper a barreira de feitiços.

Outra mudança do livro que eu gostei foi ter colocado o ponto de encontro do pessoal na Toca, pois pra mim ela representa um lugar de carinho e família. Nessa parte dos Sete Potter’s finalmente tivemos a participação de Gui Weasley que por sinal estava ótimo e mostrou que veio pra ficar, pois mesmo tendo sua primeira aparição na série, é ele que anuncia a morte de Olho-Tonto para seu pai e demais pessoas na sala d'A Toca. Não é Fleur que explica a morte de Alastor, e sim Gui, pois na verdade Fleur quase não possui texto algum no filme. E temos outra cena que ficou bem fiel ao livro, e essa foi protagonizada pelo Fred e o Jorge quando o Jorge (ou é o Fred?) perde a orelha e o mesmo fala que está mouco, fiquei contente pois foi do jeito que imaginei. E uma cena que foi cortada foi de todos bebendo pela morte de Olho-Tonto o que pra mim sinceramente não fez falta.

Esqueci de falar o quanto Lupin estava ótimo, interpretando fielmente o relato do livro, com todos os textos iguais. Quem imaginou ver um filme de 'Harry Potter' neste nível de fidelidade? Depois vamos para o que parece ser mais uma conexão entre as mentes de Harry e Voldemort, e mais uma vez vemos Harry em seu drama de culpa por assim dizer pelas mortes logo no inicio e então vemos o seu melhor amigo servindo de ancora e lembrando a Harry de que todos estão juntos nessa. Vale lembrar que o Rupert estava ótimo em cena o que vale para o Dan e a Emma também, pois nesse filme estão fantásticos.

Bem, na cena seguinte vemos os preparativos para o casamento é quando ficamos sabendo do livro escrito por Rita Skeeter momento este onde Harry é apresentado ao livro que está sendo escrito pela mesma. Então é mostrado o hobituário de Dumbledore novamente. Ele foi publicado em duas edições diferentes do Porfeta Diário? Ou seria o mesmo do inicio do Filme? Então a cena muda para uma Gina de costas para Harry praticamente semi-nua com o vestido aberto ao longo de suas costas inteiras, pedindo para o mesmo fechá-lo. Notem que o beijo entre os dois é de aniversário de Harry, que só será mencionado mais tarde, após o ataque do trio em um café londrino. Acho que isso foi adaptado humoristicamente para que um dos gêmeos Weasley, Jorge, e não Rony como é no livro, chegasse atrás dos dois com uma escova de dente dentro do buraco onde antes era sua orelha. Ficou realmente muito hilário, mesmo.

E então logo após todos montarem a barraca do casamento temos a visita do Ministro Scringeour que diferente do livro chega sem a companhia do Sr. Weasley e chega a ser mais gentil que no livro, e possui o olhar mais suave. Esta cena é muito mais visível, tanto através de expressões quanto de texto, mas para quem leu o livro eu pergunto, vocês acharam que essa cena é contra a versão do livro?

Então temos a primeira e única cena de casamento na série, onde Fleur e Gui Weasley unem-se em matrimônio. Vemos vários membros da Ordem da Fênix guardando a barraca do casamento e Harry sempre com o pomo de ouro em sua volta, coisa que eu não lembro no livro, mas gostei da Idea. O casamento evolui com uma música de estilo Celta eu acho, e então vemos Hagrid e Maxime flertarem, os convidados dançam, Luna e Xenofílio dançam de maneira maluca o que é de se esperar, Hermione e Rony olham-se apaixonados sem o Krum no pé de Mione.

Harry é ele mesmo e não toma a Poção Polissuco para se disfarçar de Barny, algo que eu gostei pois realmente não tem sentido Harry se disfarçar entre amigos, e sem contar que aumenta o toque de drama na história. Então temos finalmente a conversa de Harry com Elifas Doge com a intervenção do que deveria ser a Tia Muriel, a meu ver, ficou muito boa, embora corrida é claro. Só acho que poderia ter falado mais da vida de Dumbledore. Então temos a chegada do patrono de Kingsley, porém acho que poderia ser falado mais rapidamente, daria uma sensação de pânico maior, como algo realmente perigoso, mas fora isso foi valido, e mais uma nos vemos no drama de Harry me tentar ajudar, mas Lupin manda o mesmo fugir.

Então pessoal aqui eu termino a primeira parte, na próxima quinta eu dou o desfecho da minha opinião referente a Harry Potter e as Relíquias da Morte Parte 1. Até lá.

10 de novembro de 2010

Entrevista do Mês: Silvio Navas

Olá pessoal, Depois de um longo inverno o bloco "Entrevista do Mês" está de volta no blog e dessa vez o nosso entrevistado é o Silvio Navas, um dos mais talentosos dubladores brasileiros, dono da voz de personagens famosos da televisão, como: Papai Smurf, o temido vilão do desenho dos Thundercats, Mumm-ra, Peter (Não o Peter da série Fringe, e sim o amigo do gênio Macgyver), Bud Spencer entre outros, atendeu ao nosso chamado e responde, com exclusividade, aqui no AluadoBlog.

Confira esta divertida entrevista:

Aluado - Silvio como a Dublagem entrou em sua vida?

Silvio - Fui levado à dublagem pelas mãos de meu "irmão", Older Cazarré, um grande comediante, ótimo diretor de dublagem, criador de vozes, que Deus já nos levou.

Aluado - Bem você dublou o vilão Mumm-Ra, Papai Smurf e claro o inesquecível Bud Spencer, mas certa vez eu reconheci sua voz num filme do Chaplin, se não me engano foi no filme “O Ditador”, então eu pergunto, você dublou um Chaplin? E se dublou, qual foi o sentimento de dar voz ao mestre do cinema?

Silvio - Foi um tezão ter dublado o Charlie Chaplin, nos 4 filmes falados que ele estrelou: "Um Rei em Nova York", Luzes da Ribalta", "Monsieur Verdeaux" e a extraordinária obra "O Grande Ditador". Sou “macaca de auditório” dele.

Aluado - O Mumm- Ra foi complicado de fazer a voz? E teve outro que você achou complicado de Dublar?

Silvio - Foi desgastante cada episódio da série. Mas não foi fácil dublar "O Prisioneiro de Zenda", onde Peter Sellers, fazia um papél duplo e onde um trocava o "r" pelo "l", como em - Boa noite, senhola, é um plazer encontla-la aqui.

Aluado - Nos Thundercats você dublou junto com o Newton da Matta (Lion), então eu pergunto como foi trabalhar com o Newton? E qual foi a importância do mesmo na dublagem Brasileira?

Silvio - Eu e Da Matta não tínhamos os mesmos prismas e predileções, por isso trilhávamos caminhos diferentes no mundo da dublagem, coisa políticas, mas nada sério. Seria muito fácil escrever duas páginas a respeito do profissional Newton Da Matta. Toda direção forte e de completo conhecimento da dublagem nos seus meandros, que são infindos, é sempre bem-vinda.

Aluado - Bem, recentemente foi divulgado que vai ter uma versão cinematográfica dos “Smurf’s”, então podemos esperar ouvir sua voz no querido Papai Smurf novamente?

Silvio - Acho meio difícil, eu estou em Santos – SP e Os Smurfs vai ser dublado no Rio, não acredito que me pagassem avião ida e volta, taxis, etc e tais. Mas estou sempre às ordens.

Aluado - Foi verdade que você fez a voz do Mumm-Ra em uma festa de criança? Conte essa História...

Silvio - É verdade. Somos convidados, até pra festinha de criança. O pai nos contrata e chegamos lá como um amigo do dono da casa, que já conhecemos previamente. Tomamos uns uisques, jogamos conversa fora, damos uns autógrafos e ficamos por alí à disposição do contratante. Numa dessas festinhas, o pai do aniversariante me chamou pruma sala de luz estroboscópica e disse - imita o Mumm-Ra aí no microfone. Eu disse - acho melhor não...mas ele insistiu e pediu pra meninada virar de costas pra nós e me anunciou. - Agora, com vcs uma pessoa, que eu tenho certeza que vcs conhecem dos desenhos animados...não se virem, apenas ouçam, e lá fui eu - Antigos espíritos do mal, patati patatá, e quando chegou no grito, WOOOOOOWWWWWWW, a voz estourou no recinto e foi criança chorando pra tudo que é lado. Coisas de Mumm-Ra...

Aluado - Saindo um pouco dos personagens, gostaria de saber como você define a dublagem atualmente no Brasil?

Silvio - Igual ao programa da Globo: ZORRA TOTAL!

Aluado - O que uma pessoa tem que fazer para entrar na dublagem? Se tem cursos e e.t.c...

Silvio - Bom, você tem que ser um ator, para poder dublar profissionalmente. mas para você se apresentar numa casa de dublagem, para dublar profissionalmente, é necessário que você tenha feito um curso de dublagem, onde você tenha aprendido tudo sobre dublagem, porque, desde o primeiro dia de dublagem você já vai fazer jus ao seu cachê/horário profissional. Ninguém vai querer lhe ensinar nada no dia, você tem que chegar pronto, sem atrasar o expediente. Meu conselho, então, fica assim: procure uma escola superior de arte dramática (aquela que fornece subsídios para o SATED lhe outorgar o famoso DRT, mas ao mesmo tempo, procure um Curso Livre de Dublagem, para que quando terminar o curso de arte dramática, você já tenha prática e conhecimento geral da profissão dublatícia. Se você mora em Sampa ou Rio, por certo vai encontrar bons cursos de dublagem, se mora em Santos, venha frequentar o meu. E se mora em qualquer cidade do Brasil, que não seja uma praça de dublagem (Rio e Sampa), me pergunte, pelo e-mail: silvio.navas@fuscosplay.com , à respeito de meu Curso Livre de Dublagem Itinerante.

Aluado - E por ultimo, Silvio eu gostaria agradecer por ter aceitado o convite em ser o entrevistado do Mês de Novembro aqui no Blog, e deixo esse espaço para você mandar uma mensagem aos leitores que aqui passam. Mais uma vez obrigado, e espero vê-lo sempre que puder comentando aqui nesse blog timidamente escondido na net.

Silvio - Bom, eu sempre peço a todos o seguinte: Não deixem que a dublagem passe em branco. Quando virem um filme ou desenho animado deixem os ouvidos bem aguçados. Quando terminar o divertimento dêem uma nota, pra vocês mesmos, na dublagem. Se perguntem, se entenderam todas as sentenças, se as boquinhas estavam condizentes com o texto, se a interpretação estava adequada àquele filme ou desenho animado. Se vocês se sentirem menosprezados pela atenção que lhes deram na dublagem, tentem encontrar um veículo pra contar isso, mas, ao mesmo tempo, se vocês acharem que foram contemplados com um ótimo trabalho de dublagem passem e-mails, para esses veículos, dizendo do contentamento que tiveram ao verem um trabalho tão bem feito. Aproveito e lembro aos amigos que estarei em Niteroi – RJ, em 28/11/2010, no evento da NITOKYO

6 de novembro de 2010

TChange the World: TELETON 2010 - Juntos fazemos a grande diferença.



Vamos todos juntar forças para ajudar a AACD!

Ligue 0500 12345 05 – para doar R$ 5,00
Ligue 0500 12345 10 – para doar R$ 10,00
Ligue 0500 12345 20 – para doar R$ 20,00
Ligue 0800 775 2010 – para doações de R$ 30,00 ou mais
www.teleton.org.br – doação de qualquer valor acima de R$ 5,00

E para conhecer mais sobre a AACD: www.aacd60anos.com.br

Eu fiz a minha parte e você?

2 de novembro de 2010

Frase do Mês

"Quando eu era criança meu sonho era ser gente grande e fazer o que quiser… Mal sabia que só se pode fazer o que quiser quando se é criança."

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