29 de janeiro de 2008

Lost: Vídeo do Criador de DHARMA


Desde o início de LOST, vários mistérios foram apresentados ao público. Agora, cai na internet um vídeo que fez parte de LOST EXPERIENCE, um jogo online, promovido pelos criadores da série, onde aparecem mais detalhes sobre a INICIATIVA DHARMA. Para quem não acompanha a série desde o primeiro até o terceiro ano, é melhor NÃO ASSISTIR a esse vídeo e NEM LER O TEXTO A SEGUIR.

. . .


Neste vídeo perturbador, aparece o criador do projeto DHARMA, explicando rapidamente o projeto, o objetivo e o que ele pretende com essa iniciativa monumental. Assistindo ao vídeo - narrado pelo próprio Alvar Hanso, fundador da Hanso Foundation e da Dharma Initiative - descobrimos que, no auge da Guerra Fria, foi desenvolvida uma comissão para evitar a possibilidade de uma guerra nuclear - e, conseqüentemente, o fim do mundo. Assim, com o apoio das Nações Unidas e das duas superpotências Estados Unidos e União Soviética, um matemático italiano chamado Enzo Valenzetti desenvolveu uma equação que prevê com exatidão o número de dias em que a humanidade se extinguirá - e ela ganhou o nome de seu autor: Equação de Valenzetti. Ao desenvolver sua fórmula - que não chega a aparecer no vídeo - Valenzetti chegou a seis números: os nossos velhos conhecidos 4, 8, 15, 16, 23 e 42. E por que eles compõem a equação que prevê o apocalipse? Justamente porque, de acordo com o matemático, esses números correspondem a "fatores ambientais e de ordem humana". Segundo o vídeo, a única forma de se evitar que a previsão matemática de Valenzetti se realize é promover alterações ambientais e melhoramentos científicos do ser humano através de experiências, alterando os parâmetros definidos na equação; e para isso surgiu a tal Dharma Initiative - pelo menos aparentemente. Mas, pelo jeito, a Dharma fracassou...

Além da bombástica revelação, o vídeo traz também a história, digamos, "contemporânea" da Hanso Foundation: atualmente, ela estaria sendo dirigida não pelo seu fundador, o milionário Alvar Hanso, mas pelo sinistro doutor Thomas Mittelwerk - e com intenções bem escusas, segundo o próprio vídeo, em que o vemos convencendo um grupo de voluntários a usar humanos como cobaias de vacinas desenvolvidas pela Hanso Foundation. Ok, voltamos aos números. Tudo bem que descobrimos a aplicação deles na Dharma Initiative, mas ainda há perguntas não respondidas: por que exatamente estes números fazem parte da equação? E qual a influência da seqüência 4-8-15-16-23-42 no azar de Hurley e de Sam Toomey, o sujeito que o gorducho foi visitar na Austrália? Pura coincidência?





21 de janeiro de 2008

O Diário de Anne Frank

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos Nazistas após passar anos escondida no sotão de uma casa em Amisterdã, ainda hoje emociona leitores do mundo todo. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua familia, lutou em vão para sobreviver ao Holocausto.

O livro foi lançado em 1947, O Diário de Anne Frank tornou-se um dos maiores sucessos editoriais de todos os tempos. Um livro tocante e importante que conta às novas gerações os horrrores da perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Os longos meses de silêncio e medo aterrorizante, acabaram ao ser denunciada aos nazistas e deportada para campos de concentração nazistas. Primeiro foi levada juntamente com a família para uma escola e depois para Westerbork, nos Países Baixos, antes de serem deportados para o leste da Europa. Anne Frank foi deportada inicialmente para Auschwitz, juntamente com os pais, irmã e as outras pessoas com quem se refugiava na casa de Amsterdã (hoje casa-museu). Depois levaram-na para Bergen-Belsen, juntamente com a irmã, separando-a dos pais. Em 1945, nove meses após a sua deportação, Anne Frank morre de tifo em Bergen-Belsen. A irmã, Margot Frank, tinha falecido também vítima do tifo e da subnutrição dias antes de Anne. Sua morte aconteceu duas semanas antes de o campo ser libertado.


(Casa onde Anne Frank se escondeu. )

O seu diário, guardado durante a guerra por Miep Gies, foi publicado pela primeira vez em 1947. O diário está atualmente traduzido em 67 línguas e é um dos livros mais lidos do mundo. O local onde a família de Anne Frank e outras quatro pessoas viveram para se esconder dos nazistas ficou conhecido como Anexo Secreto e tornou-se um famoso museu após a publicação do diário. Nesse há uma reprodução das condições em que os moradores do Anexo Secreto viviam e é apresentada a história de seus oito habitantes e das pessoas que os ajudaram a se esconder durante a guerra. Um dos itens apresentados ao público é o diário escrito por Anne, que viria a se tornar mundialmente famoso após sua morte, devido a iniciativa de seu pai, Otto, de publicá-lo. Hoje, é um dos mais famosos símbolos do Holocausto. Dos oito habitantes do Anexo, o único sobrevivente após a guerra foi Otto, pai de Anne.


Trecho do Diário:



12 de Junho de 1942



"Espero poder contar tudo a você, como nunca pude contar a niguém, e espero que você seja uma fonte de conforto e ajuda. "


E agora vejam o documentario feito pela Isis Produções sobre Anne Frank.

Documentário "O Diário de Anne Frank"; Parte 1 de 3



Documentário "O Diário de Anne Frank"; Parte 2 de 3



Documentário "O Diário de Anne Frank"; Parte 3 de 3



Nota:
Otto H. Frank: pai de Anne Frank;
Edith Frank: mãe de Anne Frank;
Margot Frank: irmã de Anne Frank;
Kitty (diário): a sua unica amiga dentro do Anexo Secreto;
Miep Guies: uma das empregadas de Otto que os ajudou no período da 2ª guerra.

17 de janeiro de 2008

16 de janeiro de 2008

FanTrαiler - Hαrry Potter e o Enigmα do Principe

Vídeo em 3D e como cenas de outros filmes que mostra os principais acontecimentos no 6° filme da franquia Harry Potter, o video está exelente vale a pena conferir!

Mais Um Domingo (Curta-Metragem)

Sinopse: Casa Caiada, a mais famosa praia de Olinda (PE), num dia de domingo.



Ficha Técnica
Direção, Fotografia e Edição: Daniel Barros
Trilha Sonora: DJ Nóbilis
Produção: Andreza Portella
Still e Ass. de Camera: Octaviano Júnior


Festivais
Cine PE 2005
Festival Internacional Coisa de Cinema, BA/2005
Festival Guaçuano de Vídeo, SP/2005
Festival Curta Taquary, PE 2005
FENARTE, PB 2005
RESFEST SP 2005
Festival de Vídeo do Recife, PE/2005
Festival Internacional de Atibaia,SP 2006
Festival de Vídeo de Colatina, SP 2006
Cine Esquema Novo, RS 2006
Festival de Cinema de Contis, FRANÇA 2006
Mostra do Filme Livre, RJ 2007

Prêmios
Melhor Vídeo Digital (CINE PE 2005)
Melhor Montagem (Festival Guaçuano de Vídeo SP 2005)
Melhor Montagem e Melhor Documentário (Festival Curta Taquary PE 2005)
Júri Popular Melhor Documentário e Terceiro Lugar em Documentário (Festival de Vídeo do Recife PE 2005)
Prêmio Especial do Júri (festival Internacional de Atibaia SP 2006)

contato: danielbarrossoares@hotmail.com



Liga da Justiça: A Nova Fronteira

Acabou a Segunda Grande Guerra. O nazismo e o fascismo foram derrubados. Duas potências emergem no novo cenário: de um lado o capitalismo norte-americano, do outro o socialismo soviético. Começam a Guerra Fria e a Corrida Espacial.

A intolerância e uma onda de moralismo tomam conta da sociedade. O governo dos Estados Unidos chega a determinar a todos os vigilantes que revelem suas identidades ou serão considerados fora-da-lei. Neste cenário de paranóia, que caminhos os super-heróis devem trilhar?

A Nova Fronteira é basicamente um épico sobre o surgimento da Liga da Justiça durante a transição da Era de Ouro para a Era de Prata. A premissa é simples (um grande perigo se aproxima, obrigando os heróis a unir forças contra algo que sozinho nenhum deles seria capaz de dar conta), mas na execução e nas entrelinhas se encontra uma riqueza rara. Trata-se de um dos materiais mais soberbos no gênero desde O Reino do Amanhã.

A Nova Fronteira é uma história que funciona em vários níveis, dependendo do leitor. Como o próprio autor assina no ótimo posfácio da edição: "(...) pode ser uma declaração de amor a uma era passada ou uma reflexão alegórica sobre inquietações contemporâneas. Grandes embates com monstros gigantes ou dramas complexos centralizados em personagens históricos."

A animação de A Nova Fronteira foi escrita e produzida por Stan Berkowitz (ele fez diversos episódios das séries animadas Batman do Futuro, Liga da Justiça e Superman) e teve direção de Bruce Timm (um dos idealizadores e produtores da clássica animação Batman: The Animated Series).

A dublagem brasileira, sob a direção de Marisa Leal na Cinevídeo, teve o seguinte elenco:


Batman - Márcio Seixas
Mulher-Maravilha - Priscila Amorim
Superman - Guilherme Briggs
John Jones - Dário de Castro
Flash - Ettore Zuim
Lanterna Verde - Philippe Maia


Como você deve saber, o Flash e o Lanterna Verde que aparecem na história são, respectivamente Barry Allen e Hal Jordan e não Wally West e John Stewart (que são de outra época).


Eu acredito que em breve a Warner deva exibir no Cartoon Network a mini-série e depois lançar em DVD aqui no Brasil, para o deleite de todos os fãs da clássica equipe de super-heróis.

15 de janeiro de 2008

Mais do que ovos

Assistir ao vídeo que um grupo de playboys de Ipanema postou na Internet causou-me consternação. A produção amadora (diga-se de passagem, bem editada ao estilo Pânico na TV) mostra um grupo de adolescentes tacando ovos de uma varanda em plena Avenida Vieira Souto, ponto mais nobre de Ipanema, no Rio de Janeiro. Ao tacarem os ovos, que caem na rua, em carros e pedestres, o grupo gargalha e por vezes se esconde.

Na segunda parte do vídeo, o grupo de herdeiros entrevista outros socialaites, adultos, que contam seus casos de "tacar coisas pela janela". Ouve-se de tudo, de gente que taca vassoura, a diretor de televisão que disse já ter jogado muito ovo podre em "vagabundas" de São Paulo.

Os links estão disponíveis
AQUI.

Em primeiro lugar, a crítica ao vídeo não é moralista pura e simples. Tacar coisas pela janela e ver como caem deve ter sido uma das grandes diversões de crianças e adolescentes, algo que passa ao ser atingida a idade de, sei lá, quatorze anos (ou momentos de sobriedade, seja qual for a idade). O que impressiona é o foco dos valores que possui, de uma forma geral, a elite de um lugar. A organização social é feita de tal forma que há uma esfera dividindo o que é visto como diversão inocente pela elite, e o que é tido como vandalismo, quando feito pela plebe. A condição social, mais social do que econômica, parece ditar todo um componente de fatos sociais que regem tal comportamento.

Isto posto, recordo-me da divisão social no Haiti, país mais pobre das Américas, emancipado por escravos (talvez a única colônia com tal histórico). Lá, a miséria é quase absoluta, mas há os mesmos condomínios e divisões de classes que notamos no Brasil. A distinção, vejam só, é que, dentre o povo negro haitiano, os que tem pele mais clara subordinam os de pele mais escura. É uma espécie de direito incontestável, arianista, que julga os negros inferiores aos mulatos (negros mais claros, não caucasianos), e que portanto devem servi-los.

Não penso que a elite econômica do Haiti represente alguma coisa globalmente. Não em um país cujo grande potencial econômico é a exportação de bananas. Por isso digo que a condição é mais social do que econômica. É uma relação de poder, em que, por um lado ser notoriamente tido como em superior numa escala, delega-se o direito da subordinação social. Na medida em que o respeito deve ser recíproco, e apenas delegado entre concidadãos, do mesmo estrato social (isso teorizado desde Aristóteles), todos aqueles que não pertençam à mesma casta (sic), são dignos de todo tipo de coerção por parte da elite.

Voltando aos ovos, cada vez que caiam na rua após serem atirados, os jovens extasiavam-se em gargalhadas. Não havemos de supor que um ovo caindo no chão seja engraçado, de fato não o é. A questão aí embutida é a transgressão social, o que é muito mais complexo. A risada se dá pela sensação de que se está transgredindo uma regra de outrem, não a sua própria, e por isso sentem-se poderosos. Talvez haja um paralelo com a sensação dos cleptomaníacos -- não sei, deixo isso para os estudantes de Psicologia.

O fato é que o gozo é exposto e, além disso, há uma espécie de legitimação da sua posição social. Vê-se isso na declaração infeliz do diretor de TV -- semelhante àquela dos jovens da Barra, que agrediram uma doméstica por supostamente pensarem ser ela uma prostituta, essa sim digna de agressões -- e na reação que o grupo teve quando começou a ser sabatinado no Orkut após a postagem do vídeo no site
Kibeloco: eles estariam "causando". Aquela coisa meio Paris Hilton de aparecer na mídia, "causar".

A crítica que os leitores do Kibeloco têm feito no Orkut diz respeito ao desperdício de comida, algo acintoso com tanta gente passando fome no mundo. Ora, isso sim é um chavão moralista, meio hipócrita. A agressão que é sentida pelo vídeo talvez não tenha sido traduzida pelos usuários do site, que extravasaram-na nesta forma. De fato é um mau exemplo tacar alimentos, mas não é isso que influi em igualdade social. O tapa na cara de quem assistiu ao vídeo é a questão de ser legitimado um comportamento mesquinho e sádico, auto-afirmação de superioridade.

Claro que isso não é falha no caráter dos garotos da Zona Sul, mas um comportamento reproduzido. A elite da Vieira Souto, assim como a do Haiti, age seguindo seus fatos sociais, os comportamentos que herdam de tradições reguladas pela sociedade. Não fosse isso, fosse o comportamento coibido, haveria qualquer espécie de repreensão. Enquanto criança (quando o impulso de tacar coisas é natural), haveria a repreensão em forma de diálogo, respeito mútuo e obrigações. Enquanto adultos, a responsabilidade legal. Pior, muitas vezes pior do que os ovos, são os comentários e os escárnios.

Lembro de um livro terrível que li a alguns anos, um best-seller de uma patricinha francesa chamado HELL. Numa narrativa tragicômica digna de um best-seller (do tipo de livro de banca de jornal), a protagonista faz um romance supostamente biográfico, mostrando a vida vazia da elite da elite francesa, das orgias sexuais no início da adolescência ao uso de todo tipo de drogas.

Não acho que isso tenha a ver com o caso do vídeo dos ovos, de modo algum, mas o que eu tirei dessa leitura fantasiosa, foi a questão dos valores que a elite possui. Não pensem que é devaneio, hoje somos coagidos a consumir: consumo é a razão para a felicidade. Só que, como cada dia os produtos são mais descartáveis, o êxtase só virá enquanto durar uma ínfima parte de um momento efêmero. É assim na sensação de comprar um relógio, ou de tomar um porre, e só dura até o próximo ciclo. A felicidade é vendida assim. E, segundo a autora do romance, como a elite da elite francesa pode consumir qualquer coisa que seja possível nesse mundo, a vida se torna vazia, sem sonhos ou objetivos. Então, parte-se para o comportamento de limite.

Enfim, inversões de valores.

Pequenos Momentos

LITTLE WONDERS

(Rob Thomas)

Essa musica é muito bonita e a letra é ótema. ^^x

"Aqui no entanto, nós não olhamos para trás por muito tempo.

Nós continuamos seguindo em frente, abrindo novas portas e fazendo coisas novas, por que somos curiosos... Ea curiosidade continua nos conduzindo por novos caminhos."

"Siga em Frente"

Walt Disney.

14 de janeiro de 2008

Exterminador do Futuro e Jesus!

O que aconteceria se o Exterminador do Futuro recebesse a missão de proteger Jesus Cristo? Veja nesta paródia muito inteligente e hilariante (com legendas em português) do programa MAD TV.

Hasta la vista, BABY JESUS!!



Homenagem ao pai, do Guilherme Briggs

Animação: Frejat (Túnel do Tempo)

Completamente produzido em animação 3D, o clipe “Túnel do Tempo” conta uma divertida e comovente história de amizade entre Frejat e seu simpático cachorrinho. Este trabalho foi premiado com o Prêmio Multishow de Melhor Clipe e foi selecionado para o Anima Mundi.O trabalho, dirigido por Renan de Moraes, Maurício Vidal e Flavio Mac, foi realizado pelas produtoras cariocas Conseqüência e Seagulls Fly. Para a realização do clipe de “Túnel do Tempo” foram necessários 45 dias de intenso trabalho (entre desenvolvimento de roteiro, decupagem dos planos, storyboards, criação e modelagem de personagens e cenários, animação, sons adicionais, etc) e uma equipe de 12 profissionais. “Túnel do Tempo” é destaque do segundo CD solo de Frejat, “Sobre nós 2 e o resto do mundo”, da Warner Music.



Entrevista com Márcio Seixas

Confiram uma entrevista com o dublador Márcio Seixas que é o dublador do Batman, Sr: Incrivel e 007 e.t.c.

Parte 1 de 4



Parte 2 de 4



Parte 3 de 4



Parte 4 de 4

Loucuras do Guilherme Briggs

11 de janeiro de 2008

Somos Especiais

A cada vez que um pottermaníaco vê outro na rua e já sabe identificar de longe, só mostra o quanto somos especiais.
A cada vez que um pottermaníaco se encontra com outras pessoas e essas começam a caçoar de Harry e nós intervimos e mandamos experimentarem antes de julgarem, nos fazem especiais.
A cada situação imposta pela vida que comparamos com o mundo de Harry, isso só mostra o quanto somos especiais.
E quando essas pessoas especiais se encontram só pode sair algo tão especial quanto. E é isso que chamamos de Encontro Potteriano, um encontro de pessoas especiais, não só por gostarem de ler Harry Potter, mas por se identificarem e serem loucos ao ponto de fazer dele um ponto forte na sua vida.
Pottermaníacos, nunca desistam de seus ideais, principalmente quando está ligado à Harry, pois isso é o que nos torna especiais.

Elizabeth Régis, 26 de Julho de 2004.

(Clique no video p/assistir)

10 de janeiro de 2008

Platão: “Alegoria da Caverna”

No texto “Alegoria da Caverna”, Platão, em um diálogo com Glauco, compara a educação humana, ou a falta dela, com uma situação hipotética onde pessoas que tenham vivido por toda a vida dentro de uma caverna, pudessem apenas, durante todo esse tempo, ver as sombras que vinham do exterior, projetadas na parede da mesma, o que para elas, eram a única realidade.
Versava, após, sobre o choque causado pelo primeiro contato de um destes homens com o mundo externo ao que eles viviam, em que eles seriam forçados a endireitar sua postura, e olhar para os objetos e a luz, na forma como a conhecemos; falava, pois, sobre a dificuldade em aceitar uma nova proposta, e que, devido ao padrão pré-estabelecido, o homem tenderia a reconhecer como reais os objetos na forma que ele já conhecia, e não no padrão recém apresentado. Para que fosse possível a adaptação, necessitaria acostumar-se gradualmente com o meio. A partir disso, o homem seria levado a formar novas conclusões no tocante ao padrão de realidade em que ele, agora, vive.
Este homem se lembraria de todo o sofrimento que passou na caverna, lembraria dos outros que lá ainda estavam, ficaria feliz por ter mudado sua situação e sentiria pena dos outros; faria tudo para não voltar àquela vida. Se tivesse que voltar para a caverna, teria dificuldades, pois seus olhos já teriam se adaptado à claridade, e seria humilhado por seus antigos companheiros, que lá ainda estariam, e lhes daria a idéia de que sair dali era ruim, pois “estragaria suas vistas”, levando-lhes a agredir qualquer um que queira tirá-los dali.
Imaginemos um muro alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.
Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.
Os prisioneiros julgam que essas sombras eram a realidade.
Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Vamos então ao texto:


Alegoria da Caverna
Platão, República, Livro VII, 514a-517c


Depois disto – prossegui eu – imagina a nossa natureza, relativamente à educação ou à sua falta, de acordo com a seguinte experiência. Suponhamos uns homens numa habitação subterrânea em forma de caverna, com uma entrada aberta para a luz, que se estende a todo o comprimento dessa gruta. Estão lá dentro desde a infância, algemados de pernas e pescoços, de tal maneira que só lhes é dado permanecer no mesmo lugar e olhar em frente; são incapazes de voltar a cabeça, por causa dos grilhões; serve-lhes de iluminação um fogo que se queima ao longe, numa eminência, por detrás deles; entre a fogueira e os prisioneiros há um caminho ascendente, ao longo do qual se construiu um pequeno muro, no género dos tapumes que os homens dos "robertos" colocam diante do público, para mostrarem as suas habilidades por cima deles. – Estou a ver – disse ele.
– Visiona também ao longo deste muro, homens que transportam toda a espécie de objectos, que o ultrapassam: estatuetas de homens e de animais, de pedra e de madeira, de toda a espécie de lavor; como é natural, dos que os transportam, uns falam, outros seguem calados.
– Estranho quadro e estranhos prisioneiros são esses de que tu falas – observou ele.
– Semelhantes a nós – continuei -. Em primeiro lugar, pensas que, nestas condições, eles tenham visto, de si mesmo e dos outros, algo mais que as sombras projectadas pelo fogo na parede oposta da caverna?
– Como não – respondeu ele –, se são forçados a manter a cabeça imóvel toda a vida?
– E os objectos transportados? Não se passa o mesmo com eles ?
– Sem dúvida.
– Então, se eles fossem capazes de conversar uns com os outros, não te parece que eles julgariam estar a nomear objectos reais, quando designavam o que viam?
– É forçoso.
– E se a prisão tivesse também um eco na parede do fundo? Quando algum dos transeuntes falasse, não te parece que eles não julgariam outra coisa, senão que era a voz da sombra que passava?
– Por Zeus, que sim!
– De qualquer modo – afirmei – pessoas nessas condições não pensavam que a realidade fosse senão a sombra dos objetos.
– É absolutamente forçoso – disse ele.
– Considera pois – continuei – o que aconteceria se eles fossem soltos das cadeias e curados da sua ignorância, a ver se, regressados à sua natureza, as coisas se passavam deste modo. Logo que alguém soltasse um deles, e o forçasse a endireitar-se de repente, a voltar o pescoço, a andar e a olhar para a luz, ao fazer tudo isso, sentiria dor, e o deslumbramento impedi-lo-ia de fixar os objectos cujas sombras via outrora. Que julgas tu que ele diria, se alguém lhe afirmasse que até então ele só vira coisas vãs, ao passo que agora estava mais perto da realidade e via de verdade, voltado para objectos mais reais? E se ainda, mostrando-lhe cada um desses objectos que passavam, o forçassem com perguntas a dizer o que era? Não te parece que ele se veria em dificuldades e suporia que os objectos vistos outrora eram mais reais do que os que agora lhe mostravam?
– Muito mais – afirmou.
– Portanto, se alguém o forçasse a olhar para a própria luz, doer-lhe-iam os olhos e voltar-se-ia, para buscar refúgio junto dos objectos para os quais podia olhar, e julgaria ainda que estes eram na verdade mais nítidos do que os que lhe mostravam?
– Seria assim – disse ele.
– E se o arrancassem dali à força e o fizessem subir o caminho rude e íngreme, e não o deixassem fugir antes de o arrastarem até à luz do Sol, não seria natural que ele se doesse e agastasse, por ser assim arrastado, e, depois de chegar à luz, com os olhos deslumbrados, nem sequer pudesse ver nada daquilo que agora dizemos serem os verdadeiros objectos?
– Não poderia, de facto, pelo menos de repente.
– Precisava de se habituar, julgo eu, se quisesse ver o mundo superior. Em primeiro lugar, olharia mais facilmente para as sombras, depois disso, para as imagens dos homens e dos outros objectos, reflectidas na água, e, por último, para os próprios objectos. A partir de então, seria capaz de contemplar o que há no céu, e o próprio céu, durante a noite, olhando para a luz das estrelas e da Lua, mais facilmente do que se fosse o Sol e o seu brilho de dia.
– Pois não!
– Finalmente, julgo eu, seria capaz de olhar para o Sol e de o contemplar, não já a sua imagem na água ou em qualquer sítio, mas a ele mesmo, no seu lugar.
– Necessariamente.
– Depois já compreenderia, acerca do Sol, que é ele que causa as estações e os anos e que tudo dirige no mundo visível, e que é o responsável por tudo aquilo de que eles viam um arremedo.
– É evidente que depois chegaria a essas conclusões.
– E então? Quando ele se lembrasse da sua primitiva habitação, e do saber que lá possuía, dos seus companheiros de prisão desse tempo, não crês que ele se regozijaria com a mudança e deploraria os outros?
– Com certeza.
– E as honras e elogios, se alguns tinham então entre si, ou prémios para o que distinguisse com mais agudeza os objectos que passavam e se lembrasse melhor quais os que costumavam passar em primeiro lugar e quais em último, ou os que seguiam juntos, e àquele que dentre eles fosse mais hábil em predizer o que ia acontecer – parece-te que ele teria saudades ou inveja das honrarias e poder que havia entre eles, ou que experimentaria os mesmos sentimentos que em Homero, e seria seu intenso desejo "servir junto de um homem pobre, como servo da gleba", e antes sofrer tudo do que regressar àquelas ilusões e viver daquele modo?
– Suponho que seria assim – respondeu – que ele sofreria tudo, de preferência a viver daquela maneira.
– Imagina ainda o seguinte – prossegui eu -. Se um homem nessas condições descesse de novo para o seu antigo posto, não teria os olhos cheios de trevas, ao regressar subitamente da luz do Sol?
– Com certeza.
– E se lhe fosse necessário julgar daquelas sombras em competição com os que tinham estado sempre prisioneiros, no período em que ainda estava ofuscado, antes de adaptar a vista – e o tempo de se habituar não seria pouco – acaso não causaria o riso, e não diriam dele que, por ter subido ao mundo superior, estragara a vista, e que não valia a pena tentar a ascensão ? E a quem tentasse soltá-los e conduzi-los até cima, se pudessem agarrá-lo e matá-lo, não o matariam ?
– Matariam, sem dúvida – confirmou ele.
– Meu caro Gláucon, este quadro – prossegui eu – deve agora aplicar-se a tudo quanto dissemos anteriormente, comparando o mundo visível através dos olhos à caverna da prisão, e a luz da fogueira que lá existia à força do Sol. Quanto à subida ao mundo superior e à visão do que lá se encontra, se a tomares como a ascensão da alma ao mundo inteligível, não iludirás a minha expectativa, já que é teu desejo conhecê-la. O Deus sabe se ela é verdadeira. Pois, segundo entendo, no limite do cognoscível é que se avista, a custo, a ideia do Bem; e, uma vez avistada, compreende-se que ela é para todos a causa de quanto há de justo e belo; que, no mundo visível, foi ela que criou a luz, da qual é senhora; e que, no mundo inteligível, é ela a senhora da verdade e da inteligência, e que é preciso vê-la para se ser sensato na vida particular e pública.


Interpretação da alegoria


Platão referia-se aos seus contemporâneos, com suas crenças e superstições. O filósofo era qual um fugitivo capaz de fugir das amarras que prendem o homem comum às suas falsas crenças e, partindo na busca da verdade, consegue apreender um mundo mais amplo. Ao falar destas verdades para os homens afeitos às suas impressões, não apenas não seria compreendido, como tomado por mentiroso, um corruptor da ordem vigente.
Numa visão espiritualista, especialmente segundo o Espiritismo, Platão falava também do mundo espiritual - de cuja percepção errônea construíam os homens deuses, quando em verdade era composto por homens comuns, apenas transitando numa dimensão distinta da qual teriam as pessoas contato apenas com as sombras.
O que é capaz de se libertar das ilusões, deve atuar na dismistificação das sombras do povo (Talvez uma das primeiras bases para o renascimento Iluminista), o que justifica o fato de por meio da dialética chegar-se a bases mais concretas, e principal tese da Obra " A República" de Platão.

As Estrelas do Céu

Curta de Animação/ 06min/ Fernando de Noronha-PE

Lina é uma criança que acreditou tanto no seu sonho que um certo dia decidiu correr atrás. Tocar nas estrelas do céu é tudo que ela sempre quis. Esta é a sinopse do 1º desenho animado produzido com pinturas, desenhos, vozes e idéias de crianças e jovens de Fernando de Noronha, durante as oficinas do projeto Anima Noronha 2005. O filme estreou na mostra do Anima e foi exibido como atração principal no programa Especial de Natal da TV Golfinho, retransmissora Rede Globo. O roteiro é adaptado da fábula do "O Livro das Virtudes", a moral continua a mesma, mas os personagens e os cenários ganham as cores e a magia que rodeiam a ilha. O curta foi selecionado entre os melhores filmes nordestinos de 2005, "As Estrelas do Céu" foi aplaudido na mostra competitiva do CINE-PE Festival do Audiovisual.












Em meu coração
(Tema do Desenho As Estrelas do Céu)

No grande céu eu fico a olhar
As estrelas grandes brilharem
Em meu coração eu fico a pensar
Como eu queria estar lá

Mas eu não quero desistir
Os meus caminhos vão seguir
Em meu coração eu fico a pensar
Como eu queria estar lá

Mas eu não sei se devo seguir
Pedras no caminho vão existir
Em meu coração eu fico a pensar
Como eu queria estar lá

Mas eu não quero desistir
Os meus caminhos vão seguir
Em meu coração eu fico a pensar
Como eu queria estar lá

Mas eu não sei se devo seguir
Pedras no caminho vão existir
Em meu coração eu fico a pensar
Como eu queria estar lá


Letra: Anderson Ricardo

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