20 de junho de 2009

Mais do que apenas entreter

Se não todos, muitas pessoas sabem do poder que a Pixar tem de criar filmes de animação com uma beleza extraordinária, além de roteiros magníficos, verdadeiros retratos da condição humana, e que calam fundo na alma de milhões de pessoas.

Mas agora, a empresa da Disney mostrou que são mais que magos. De acordo com o site OC Register, a garotinha Colby Curtin, de 10 anos, em estado terminal devido a um câncer vascular, estava desesperada para assistir Up, a nova produção da Pixar, desde que começou a ver os trailers.

Infelizmente, a menina estava tão debilitada, que não aguentaria ir a um cinema. E foi aí que a magia aconteceu: amigos da família da garotas conseguiram um contato com os estúdios, que, sensibilizados com a situação toda, enviaram um DVD do longa metragem para a casa de Colby, para que ela pudesse realizar seu último desejo, além de vários outros presentes. Vale lembrar que Up ainda está disponível apenas nos cinemas.

A garota faleceu cerca de 7 horas depois de ver Up.


Vi no site Jovem Nerd

19 de junho de 2009

Reminiscências de um Gago em seu Exílio 23: Descaso ao acaso do meu destino.

“Os acontecimentos narrados a seguir, ocorrem entre os anos de 2003 e 2004”.

No dia 6 de dezembro de 2002, há exatamente sete anos atrás minha pessoa desembarcava no aeroporto de Fernando de Noronha, naquele momento eu tinha certeza que estava deixando uma vida inteira para traz, parece um tanto meio dramático dizer isso, mas esse era o meu sentimento naquele dia. No entanto Noronha me trouxe um novo caminho nos quais vocês podem conferir uma parte nas Reminiscências 19, 20 e outras que ainda virão.

Eu sei que vocês acham Fernando de Noronha um paraíso na terra, mas naquele momento significava pra mim uma sentença de prisão, Noronha pra mim era férias nunca pensei que um dia poderia morar lá. Hoje em dia eu sei que Noronha é o meu fardo, um fardo onde eu posso encontrar redenção de uma vida que carrega alguns erros.

E um desses erros, foi nunca ter dito os meus sentimentos reais por Priscila. Passei aquele ano me xingando e dizendo pra mim mesmo o quanto fui burro, e procurava desesperadamente um jeito de poder me redimir com ela. Eu sabia que ela fazia aniversario no mesmo mês que eu, então pensei “vou mandar uma mensagem de aniversario pra ela afinal eu escrevo tão bem”.

Passei dias bolando um texto pra ela, depois de feito eu gravei em forma daquelas mensagens por telefone e no dia 04 de setembro de 2003 eu mandei a mensagem, liguei pra ela disfarcei a voz e pronto. Ela adorou a mensagem e ficou super feliz quando soube que a mensagem vinha de mim, então eu esperei uns três dias e liguei pra ela. Juro que naquele momento o meu coração ficou a mil, ela me falou o quanto tinha gostado da mensagem aproveitou e me desejou feliz aniversario, pois o mesmo ocorreria no dia 24 do mesmo mês, fiquei tão feliz por ela ter lembrado que quase chorei (ok Anderson menos drama).

O tempo passou e eu fui vivendo a minha vidinha naquela ilha, eu já tinha perdido as esperanças de pelo menos passar um dia em Natal. No inicio do mês de outubro minha mãe alugou a casa e foi justamente para onde? Adivinha? Como na época eu estava estudando tive que ficar na ilha, fui morar com a minha tia. Logo depois me esforcei para passar de ano e enfim voltar para a terra prometida. Então, no dia 21 de dezembro estava sentado no avião pronto para rever Priscila.

Embora a minha alegria fosse grande ainda tinha um problema, será que ela ainda estava estudando no Líder? Quando a minha avó me perguntou em qual escola queria estudar eu respondi no ato “LIDER”, ela ainda contestou dizendo que eu estudase no CDF com Junior mas eu tava tão obcecado em reencontrar Priscila que disse não na hora. Em Natal existiam duas unidades do Líder, uma perto do trabalho da minha avó e outra na zona sul da cidade, então eu me perguntei “em qual unidade ela está?” Então eu pensei “não importa qual unidade ela vai estar, o que importa é que ela esteja no líder”.

Então eu fui estudar na unidade perto do trabalho da minha avó, naquele momento eu não tinha nada a perder, pois de uma forma ou de outra eu ia ver Priscila novamente, mesmo que seja pelo menos uma vez. Uma semana antes do inicio das aulas fui me matricular, quando entrei na sala me deparei com um mural de fotos dos alunos e adivinha quem eu vi? Pensei comigo mesmo “acertei a unidade”, naquele momento fiquei empolgado em começar as aulas logo.

Na semana seguinte lá estava eu me preparando para mais um primeiro dia de aula. eu estava determinado a reverter o passado. Naquele dia eu lembro de ter chegado bem cedo e só tinha um aluno na sala, o nome dele é César, então perguntei se ele conhecia Priscila e veja a minha surpresa quando ele me disse que sim, agora a minha cabeça estava a mil eu pensava em tantas possibilidades que simplesmente resolvi parar e esperar para ver.

Então ela entrou na sala e todas as minhas suspeitas se confirmaram, ela me viu na sala e logo depois me abraçou com um sorriso inesquecível no rosto. “Eu acertei” pensei comigo mesmo, mas toda a minha alegria foi passageira, pois a tempestade estava vindo e bem forte. Os meses que eu estudei no Líder foram super legais, mas pra mim não adiantou muito, pois Priscila já tinha um namorado, e quando eu falei dos meus sentimentos para ela eu percebi que era tarde e que agora não tinha mais volta, eu fracassei em minha jornada.

Mas pensando pelo lado positivo lá no Líder eu fiz grandes amizades das quais eu tenho contato até hoje, uma delas foi com Carlos Floyd um garoto meio depressivo e neurótico mor, e que até hoje ele continua sendo desse jeito, só que agora ele é neurótico e otaku (Fá de animes). Às vezes as jornadas que damos em nossas vidas nem sempre são perdidas, pois elas no ensinam com os acertos e os fracassos que lidamos pelo caminho.

Foi em 2004 que eu aceitei me transformar em um exilado, naquele momento eu vi que não me restava mais nada em Natal, e então no mês de agosto eu decidi voltar para Noronha e tentar viver novamente. Antes de ir embora eu fui me despedir lembro que naquele dia eu escrevi uma carta para Priscila desejando toda a sorte que o mundo poderia dar para ela.

E agora você estar se perguntando se eu estou arrependido, e eu lhe respondo que mesmo que eu esteja arrependido agora é tarde mais, eu só acho que um homen encontra uma mulher inesquecível uma vez na vida, e ele deve iluminar a vida dela e não a dele, pois quando se ama a felicidade da pessoa amada é mais importante, pois é essa felicidade que completa a sua, mas como eu disse agora é tarde demais, eu é que devia ter me declarado para ela quando tive a oportunidade.

E hoje em dia Priscila não é, e nunca será um erro em minha vida, pois foi graças a ela que eu faço teatro, então ela mudou a minha vida nos dois sentidos como um descaso ao acaso do meu destino. Pessoal obrigado por terem chegado até o fim dessa minha longa história, então até a próxima reminiscência.

12 de junho de 2009

Dia dos Namorados

No ultimo domingo no programa do Faustão me veio à confirmação do que eu sempre soube, o dia dos namorados foi criado no Brasil visando fins lucrativos, então eu não estou errado em dizer que esse dia foi inventado pelos vendedores de cartões para fazer pessoas que não tem uma companhia nesse dia, se sentirem um lixo por dentro. Que nem eu.

O engraçado é que em algumas pessoas essa fase de namoro é algo do passado, do tempo em que vovó andava de patins. Elas dizem que “ficar” é melhor, bem eu não tenho nada contra em “ficar”, mas é que isso é uma visão sem sentimento do que seria um namoro. Às vezes eu penso que esses jovens levaram muito ao pé da letra a frase “Aproveite a vida antes que seja tarde”.

O engraçado de tudo isso é que eu realmente não vejo nada de errado em “ficar”, só que com o passar do tempo eu vi que “ficar” é como se a pessoa tivesse fazendo um test driver na outra que se está ficando, como se fosse um produto descartável que se usa e depois joga fora e que depois pode comprar de novo e torcer que dure para sempre.

Diferente do namoro “ficar” só visa prazer de momento com a pessoa da qual se está ficando, e em quanto no namoro o prazer vem de simplesmente compartilhar algo com outra pessoa, onde você pode ser você mesmo e não ter medo de ser rejeitado por isso.
Eu acho que vocês estão pensando que eu sou um antiquado e que não percebeu que o mundo mudou. Gente não é isso, é que eu acho que hoje em dia algumas pessoas perderam o sentido do respeito com o próximo.

Eu vou citar um exemplo, digamos que eu ficasse com uma garota, e depois ficasse de novo e de novo só porque na primeira vez que eu fiquei com ela eu gostei e queria simplesmente repetir a dose, entenderam como isso é egoísmo e simplesmente desejo sem sentido. É esse tipo de visão que eu critico, e se isso é ser antiquado eu prefiro ser uma pessoa que ainda vive num mundo antigo onde você respeita o seu próximo em vez de usá-lo como um objeto.

Então para os verdadeiros casais eu desejo um feliz dia dos namorados e que esse dia seja de fortalecimento onde de um namoro evolua a um noivado e depois seja um lindo casamento no qual dure consideravelmente. E para os que estão sozinhos, não desanimem pois quem sabe se você não encontra sua cara metade no cinema ou num dia de chuva, o importante é não ficar sozinho, pois a solidão vicia tanto quanto as drogas.

2 de junho de 2009

Noronha, um paraíso imaginário?

O teatrólogo inglês James Mathew Barrie descreve a terra do nunca como um paraíso onde as crianças nunca crescem, e onde encontramos Sereias, Índios, Piratas e até crocodilos fazendo tic e tac no estomago. E então meu caro leitor, você se pergunta: O que isso tem a ver com Noronha? E eu lhe respondo “tudo”, pois acima de qualquer coisa, a terra do nunca é um paraíso imaginário, mas James Barrie coloca nesse paraíso elementos que nos mostram beleza e cautela ao mesmo tempo.

E Noronha não é muito diferente desse paraíso imaginário. Lendo o jornal “A VOZ NORONHESE” do mês de Maio, me deparei com um artigo bem interessante feito pela Bethy Gomes, onde ela retrata o quanto Noronha não tem liberdade de expressão perante a rede de televisão local, e eu lhe respondo o porquê de tudo isso Bethy.

Noronha tem uma necessidade incontrolável de ser um paraíso imaginário para os seus visitantes, uma terra do nunca onde crianças (sociedade) não crescem e não tem problemas. No ano de 2002 estava em cartaz nos cinemas brasileiros um desenho animado da série “Pokémon”, o que me chamou a atenção nesse filme, era uma pergunta que só agora eu vejo o sentido dela: “Será que uma pessoa pode realmente fazer a diferença?”.

Em Noronha eu vejo exemplos de pessoas que fizeram e fazem à diferença. Na política Noronhense Heleno Armando fez a diferença, e na cultura temos o exemplo vivo de Ana Martins, também conhecida como Dona Nanete e com o seu teatro e dança, ela fez de jovens, crianças e adultos, pessoas que sozinhas podem fazer a diferença na sociedade hoje e sempre.

Mas, para isso acontecer corretamente temos que focar os cidadãos Noronhenses de amanhã para assim a diferença ser feita. E isso tem que partir de dentro da família junto com a escola, pois com essa parceria tudo pode dar certo. Então meu caro leitor, faça a sua parte, faça a diferença, pois só assim juntos podemos transformar este paraíso imaginário em um paraíso completo para os seus visitantes. Eu já fiz a minha, e você?

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