26 de fevereiro de 2008

'Harry Potter' é viciante?

Pesquisa descobre que 10 por cento dos participantes mostraram sinais de vício, retrocesso depois de terminar Relíquias da Morte.

Por: Jennifer Vineyard


Sem mais viagens a Hogwarts. Sem mais irão-ou-não-irão para Rony e Hermione. Sem mais teorias sobre se Snape é bom ou mal. A magia se foi de sua vida?


Muitos fãs de Potter diriam sim, que desde o ponto culminante da série, com a publicação de Relíquias da Morte no ano passado, eles estiveram na tortura da depressão pós-Potter – que um grupo de pesquisadores da Pensilvânia diz que mostra que ser um fã de Potter é mais sério do que você possa imaginar. Pode, na verdade, se tornar um vício.


Num estudo recém terminado que está sendo enviado ao Journal of General Psycology (Jornal de Psicologia Geral), o mestre em psicologia Dr. Jeffrey Rudski e dois de seus alunos supervisados na Faculdade de Muhlenberg em Allentown, Pensilvânia, informa que foram encontradas características de vício em, pelo menos, 10 por cento dos 4.000 fãs de Potter pesquisados. Para "Harry Potter e o Fim da Linha: Paralelos com Vício," eles usaram escalas de vício que foram estabelecidos para o fumo, substituindo cigarros por Relíquias da Morte. Eles pesquisaram fãs antes do lançamento do livro, durante a leitura do livro e seis meses após a sua leitura. O 10 por cento de pesquisados que Rudski considera viciados disseram passar mais de quatro horas por dia em atividades relacionadas a Potter, experimentando interferência nos padrõesue foram estabelecidos para o fumo, substituindo RelFaculdade de Muhlenberg em Allentown, Pensilv de apetite e sono, envolvendo menos atividade física, tendo um menor senso de bem estar e ficando mais irritadiço após o fim da série.


"Alguns leitores podem se tornar tão engajados na série e no mundo relacionado a ela que mostram comportamentos que cabem verdadeiramente em definições de vício e dependência," a sinopse de suas leituras atentas.


Embora ainda haja ao menos dois novos filmes de Potter (três, se dividirem Relíquias da Morte) e um parque temático por vir, para estes participantes, chegar ao final da estória acarretou num retrocesso, parecido com parar com uma droga depois de anos de uso. "Um vício é um vício, e é um vício," disse Rudski. "Um vício de droga não é diferente de um vício de Harry Potter, ou de internet ou de pornografia. Embora não seja sempre algo ruim. Há uma comunidade em que você chega com Harry Potter, mas não o faz com heroína."


A base do vício é ainda mais embaçada que a do alcoolismo – com álcool, você nota se alguém está bebendo sozinho ou se é mais alguém que bebe socialmente. Mas se isso envolve uma comunidade, é mais difícil desenhar a linha entre fandom e compulsão. "Grande parte do vício nem mesmo é relacionado à própria série," Rudski disse. "A série acabou. O vício é com tudo que acontece junto a ele, no mundo interligado." Então, enquanto ele apenas caracteriza 10 por cento dos participantes como viciados, houve mais 20 por cento que deu a ele preocupação, alcançado o que ele chamara "base crítica."


Rudski, que dá aula nos cursos de psicofarmacologia e aprendendo a teoria, originalmente queria fazer um estudo sobre o vício à cultura popular quando ele viu pessoas "caminhando ao redor de um labirinto" de acordo com o veredicto de O. J. Simpson. "Eu pensei, 'Estas pessoas são viciadas à trilha!' E agora eles continuam com a tortura," ele disse. "E acho que, se eu tiver a oportunidade de ver este fenômeno, eu o estudaria. "


Foi uma difícil escolha entre estudar a reação das pessoas ao final do "The Sopranos" e o final de Harry Potter, mas finalmente, Rudski escolheu o menino-bruxo porque sua filha de 15 anos é fã – bom, ele a chama de viciada, mas diz que o seu vício tem pontos positivos. Ela pegava a guitarra porque quer ser de uma banda de rock-bruxo," disse ele. "Ela está estudando latim, porque ela quer entender melhor as escolhas nos nomes dos personagens de J. K. Rowling. Ela começou a ler Stephen King e John Irving porque eles falaram com Rowling na Radio City dois verões atrás." Se este foi um vício, é um tipo muito bom.


Da mesma forma, os assuntos de Rudski não tornam todos os seus vícios em forças negativas, mas ele encontrou aquele que era o mais criativo com seu fandom mostrando um pequeno rompimento para a vida pessoal, viciada ou não. Por exemplo, aqueles que ele chama de fãs "principais", que lêem os livros gostam de teorizar, demonstram uma grande quantidade de sintomas de tortura. Comunidades de fãs online, no entanto, mostram mais de um nível intermediário de tortura depois de ler o último livro, mas seis meses depois, ainda informou sobre o contínuo rompimento (como o oposto dos fãs principais, que mudaram). E para aqueles que tornaram Harry Potter em um criativo visual – ou na fan-fiction, fan-art ou música rock-bruxa – não mostrou quase nenhuma das atividades que eles fizeram antes. O que você quer nos contar? "É mais como o vício da cafeína," Rudski disse. "A tortura pode terminar, mas o vício ainda está lá.


Tradução: Renan Lazzarin


22 de fevereiro de 2008

Poesias: AMIZADE NÃO SE EXPLICA





AMIZADE NÃO SE EXPLICA

Amigos sabem quando serão amigos,
Pois compartilham momentos...
Dão força!

Estão sempre lado a lado!
Nas conquistas,
Nas derrotas! Nas horas boas...
E nas difíceis

Amizade nem sempre é pensar do mesmo jeito!
Mas abrir mão...
De vez em quando!

Amizade é como ter um irmão...
Que não mora na mesma casa!


É compartilhar segredos...
Emoções! É compreensão...


É diversão!
É contar com alguém...
Sempre que precisar!

É ter algo em comum!
É não ter nada em comum!
É não ter nada em comum mesmo!

É saber que se tem mais em comum do que se imagina!

É sentir saudade!
É querer dar um tempo!
É dar preferência!
É bater um ciúme!

Amizade que é amizade nunca acaba.
Mesmo que a gente cresça!
E apareçam outras pessoas no nosso caminho!
Porque amizade não se explica!

Ela, simplesmente existe!

18 de fevereiro de 2008

Poesia: Verdades

Quando mais nos sentimos entre as sombras, é o momento que percebemos o que é a luz.Quando mais choramos, percebemos que é necessário aprender.Amar a nós mesmos não é egoísmo, e sim não querer mais errar.









Autor desconhecido.

16 de fevereiro de 2008

He's Back!!!!

Sabe quando você relembra de fases de sua vida através de filmes que assistiu quando criança e eles acabam virando referências emocionais? Este senhor da foto aí do lado, juntamente com Steven Spielberg, George Lucas e toda a equipe de roteiristas e técnicos foram responsáveis por trazer de volta aquela alegria contagiante dos antigos filmes de aventura em série do tempo dos nossos avós.



Com seu chapéu surrado, casaco de couro puído e chicote de mil e uma utilidades, o doutor Henry Jones Júnior, está de volta, me transformando novamente em criança, com os olhinhos brilhando no escurinho do cinema... ^.^v

Indiana Jones IV: E o Reino da Caveira de Cristal TRAILER


11 de fevereiro de 2008

Samurai X (Rurouni Kenshin)


O anime se inicia anos após a turbulenta Guerra Civil em que o Japão se encontrava, aonde ninguém sabia o tipo de governo que iria liderar o país. Os samurais foram figuras marcantes nessa época, pois defendiam seus ideais nem que isso lhes custasse a vida de qualquer outra pessoa. Kenshin havia sido reconhecido nessa época devido a sua grande habilidade com as técnicas Battou, ganhando assim o apelido de Battousai, o Retalhador.


Depois de inúmeras batalhas travadas, sangue derramado, a guerra terminou e deu-se início a Era Meiji. Os samurais não tinham mais a importância que um dia tiveram perante a sociedade, sendo tratados como vagabundos retirantes, chamados de Rurouni.Kenshin, de um modo específico, se tornou andarilho devido a grandes mortes que cometeu, desaparecendo e tornando-se uma lenda que continuou viva. Anos se passaram, e é quando começa a série de TV de Rurouni Kenshin. Um andarilho, com aparência nem um pouco agressiva, totalmente gracioso e gentil é abordado por uma garota na entrada de Tokyo.


Acusado de ser o "falso" Battousai que estava sujando o nome do estilo de Kendo dessa jovem moça, ela queria simplesmente desmentir todo aquele boato que andava rodando sobre seu Dojo. A partir desse acontecimento, a vida de Kenshin estaria ganhando um novo rumo, determinado a proteger as pessoas que precisam, ciente de que já não voltaria a matar...Mas o seu passado nunca o deixaria descansar em paz tão facilmente...


Sagas


Saga de Tokyo (Apresentação) - episódio 1 ao 27 - Os personagens principais (Kenshin, Kaoru, Yahiko e Sanosuke) são apresentados, e surgem conflitos iniciais. Aqui surgem Jin-eh Udou, Takani Megumi, Shinomori Aoshi, membros da Onniwabanshuu, Youtarou, Raijuuta e Katsu (Tsukioka).


Saga de Kyoto - episódio 28 ao 62 - Surge Saitou Hajime, o que já representa uma ponte ao passado de Kenshin. Kenshin abandona Tokyo e o Dojo Kamiya e vai para Kyoto, para derrotar Shishio Makoto e a Juppongatana, que ameaçam a integridade e a estabilidade da nova Era Meiji.


Episódios de "Preenchimento" - episódios 63 ao 66, 77, 78 e 89 - Pequenas histórias, geralmente mostrando o cotidiano na vida do Dojo Kamiya, não influenciam em nada na trama. Os episódeos finais da Saga de Tokyo (como os de Shura e da "canhão humano") também podem ser considerados como episódios de enchimento.


Saga dos Cristãos - episódio 67 ao 76 - Kyoto volta a ser palco de episódios estranhos, como relatam Misao e Aoshi. Kenshin e companhia descobrem que há um cristão, Shougo Amakusa, que também sabe o estilo Hiten Mitsurugi e que está disposto a derrubar o Governo e criar "o paraíso na Terra" no Japão, em vingança aos massacres de cristãos no passado.


Saga de Kaishuu Katsu - episódio 79 a 82 - Kaishuu Katsu é um ex-estrategista que servia ao Shogun. Um incidente faz com que seu aluno mais jovem vá aprender a lutar com Kaoru, e Kenshin termina tentando proteger Kaishuu e sua filha de um grupo que planeja vingança contra este "traidor do Shogun".


Saga dos Cavaleiros Negros - episódio 83 a 88 - Os Cavaleiros Negros são uma maçonaria européia (alemã) que vieram ao Japão atrás de um médico que deteria a receita para um remédio capaz de curar inúmeras doenças, pois pretendem usá-lo como forma de manipular e dominar o mundo. Este médico é também tutor de Youtarou, apresentado na Saga de Tokyo (juntamente com Raijuuta). Kenshin e companhia tem que evitar que os Cavaleiros Negros e a ninja Misanagi cheguem ao remédio antes que seja tarde demais.


Saga do Feng Shui - episódio 90 a 94 - As famílias da Água e do Vento disputam por uma hegemonia no plano do Ki há séculos. O conflito parecia terminado, mas estava apenas adormecido: Kenshin e o último membro de uma dessas famílias precisam evitar que a cidade de Tokyo seja destruída ao ser palco dessa disputa.


Especial - episódio 95 - O verdadeiro episódio final da série, foi exibido apenas no Japão. Quando a série foi exportada, o último capítulo foi descartado pois a emissora teria dito que ele era desnecessário para a compreensão da série. Com isso, o anime parece terminar meio sem pé nem cabeça, com o que foi o último capítulo da Saga do Feng Shui. Este episódio mostra o destino do Dojo Kamiya e como Kenshin e Kaoru teriam ficado juntos no final.


Kenshi (Coração de espada)
Essa poesia relata a historia de Rurouni Kenshi, personagem principal da saga de anime Samurai X quem conhece vai gostar.

O pai o abandonara
A mãe havia morrido
Sua família agora
Três prostitutas
Mas também chegou a hora delas
Mortas foram
Mas ele foi salvo
Por aquele que seria seu mestre
A família ele enterrou
Os inimigos ele enterrou
Sua infância eles enterraram
Junto com seu salvador
Morou
E arte da espada aprendeu
Mestre então
Se tornou
O mais rápido
O melhor
Samurai
Um botusai
Mas um persistente inimigo
A face dele marcou
Marca de ódio que não
Se apagou
O tempo passa
Muitas mortes acontecem
E ele ajuda uma garota
Se tornam íntimos
Amigos
Mas tókio é incendiada
Revoltas, confusão
É necessário sair agora
Fugir ou morreriam
Fogem, juntos
Vivem, juntos
Se apaixonam
Ele se torna a sua bainha
Felicidade
Mas ela o trai
Pois o noivo dela
Foi ele quem matou
Aquele persistente
Que lhe deixara a marca
Revolta
Ela foge, ele sai em sua busca
Emboscada
Ele vence uma, duas, três
Quando já sem força
Ainda resta um
O inimigo se prepara para o ultimo golpe
Mas sua bainha arrependida mata o inimigo
Mas cai em sua espada
Tristeza
Ela morreu, por ele
Por amor
Mas amargurada
Ela ainda tem tempo de fazer-lhe outra marca
E em seu rosto se forma
A marca da cruz
4 vidas se perderam por ele
e agora mais que nunca
ele tinha que lutar
para estas 4 vidas recompensar
sua luta agora era por amor
passa-se o tempo
a guerra acaba
uma nova era instaurada
agora paz
ele então conhece uma outra garota
salva sua vida
ela convida-o
para em sua casa cear
oferece-lhe uma oportunidade
para trabalhar
-“seja um mestre
nesta arte tão bela
que é a arte de lutar
espada em punho
e vá ensinar”
ela disse
e ele aceitou
tornou-se professor
e com o tempo
ela sua nova bainha se tornou
mas novamente, necessário foi
lutar
seqüestram-na
e ele foi para salva-la
por duas vezes mais
venceu.
Mais guerra
E ele partiu.
Doente
Uma doença sem cura
Mas ele queria lutar
Foi prometendo que iria
Mas antes tivera uma noite
De amor expetacular
E ela contaminada pela doença
Foi
Ele depois de muito tempo
Sem forças
Através de um amigo
Consegue voltar
Ela presentindo
Ao seu encontro foi
Encontraram-se os dois
No meio do caminho, doentes
A beira da morte
Abraçam-se
E ele morre nos braços da amada
Sua cicatriz finalmente
desaparecera
Depois de tanto usar a espada
Numa luta por amor
Morre Himura Kenshi
Um grande lutador
O maior dos botusais
O maior dos samurais
O coração de espada finalmente se quebrou.

Amigos x livros

Devemos buscar amigos como buscamos livros.
Acertar na procura.
Não exija que sejam muitos,
mas que sejam bons.
Não exija que sejam ricos,
mas que sejam fiéis.
Não exija que tenha boa profissão,
mas sim de bom coração.

É triste o homem que não pode buscar livros
por não saber lê-los.
Mas é ainda mais triste o homem que não pode buscar
amigos por não saber conquistá-los.
É triste a estante vazia por falta de livros,
mas é ainda mais triste o homem
oprimido por falta de amigos.

Os livros nos tiram da turbulência da alma,
nos fazem refletir sobre grandes acontecimentos,
mas o amigo converte tormentas e tempestades
em chuva de sentimentos.

Não podemos chamar de rico
o homem que não tem livros,
mas podemos afirmar que é mendigo
o homem que não tem amigos.

7 de fevereiro de 2008

Amelie Le Festin

Preguiça



Hoje não me apetece fazer nada.
Não me apetece ler, nem ver tv, não me apetece jogar, nem conversar...
Estou com uma preguissíte aguda...

Razão

É realmente irônico para algum pretenso intelectual, encalacrado em tudo o que a Academia pode ditar, deixar-se levar por sensações. De fato, o objetivo daquele que se entende por Humanista é o de sempre se guiar pela razão, recusando a vulgaridade da empiria e das intuições. Não o meu.

A sinestesia é, sem dúvidas, uma das formadoras de meu pensamento. Antes de pensar, apenas sinto. Não algo como presságio ou intuição, mas o pensamento em si, introspecção tão profunda e obscura quanto cognoscível. Clara, precisa, ainda assim intraduzível. Como ver o pensamento e não palpá-lo.

Esse é um dos meus maiores impedimentos ao começar a escrever um texto. Apesar de senti-lo, compreendê-lo, ainda não conheço sua forma. É uma frustração inicial que constantemente me ocorre.

Depois de traduzir com a razão a sensação que o pensamento me impôs, através de palavras, escrevo o texto. Então obtenho um dos meus maiores prazeres, ao dar forma àqueles pensamentos-sensações. Puro arrebatamento intelectual!


É impossível para um homem aprender aquilo que ele acha que já sabe.

-Epíteto-

6 de fevereiro de 2008

ATITUDE...?

Gostaria de entender o que faz com que as pessoas não consigam refletir sobre a frase:

‘Não é o que se fala, é como se fala.’

Existem milhares de palavras e expressões para se lançar uma opinião pessoal... então porque essa coletiva incapacidade de se falar com educação na hora de se dizer o que se pensa?

Não consigo aceitar que seja uma questão de atitude ou de sinceridade, porque sou sincero, sou um daqueles devotos de pessoas sinceras e da sinceridade, sabe? (no fundo sou um romântico...)

Olho em comunidades, fóruns, blogs, sites... o que vejo é cada vez mais uma pura agressão a pessoas ou ações mascaradas com a desculpa da sinceridade, da atitude.

O errado não é pensar diferente dos demais, claro que não, a unanimidade é burra.
O que questiono é a falta de modos, de respeito na hora de se expressar uma opinião pessoal. Existem muitas formas de se dizer ‘não gostei’, sem parecer um mal educado de pai e mãe. Sem parecer um preconceituoso mergulhado em livros e citações filosóficas...

...Posso citar frases de filosoficas, mas com que freqüência penso no real valor das palavras?

Chego cada dia mais a conclusão de que não é a sinceridade que conta, é a falta de educação, é o orgulho.

Por que muitos não dizem absurdos disfarçados de criticas pessoais com o intuito de melhorar alguma coisa, dizem com a intenção de sujar, ferir, magoar.

...E exatamente por esse motivo não descem de seu pedestal arrogante para se desculparem.

Atitude?

Atitude para mim é saber admitir quando errou...
Porque... para citar frases de efeito eu também sirvo:


'Ninguém está livre de dizer tolices, o imperdoável é dizê-las de forma solene.' --Michel de Montaigne




DE FÃ PRA FÃ? Ô.o

Eu acho engraçado, quando um grupo de fã reclama da forma como eles são vistos pelos outros cidadãos ou pela mídia.
Acho ainda mais engraçado, quando os próprios fãs, que deveriam se unir pelo que gostam, classificam de maneira depreciativa o gosto ou até mesmo outros fãs que curtem de coisas diferentes das deles.

Vejamos o termo NERD

É sabido que os nerds há muito eram excluídos como pessoas viciadas em estudos problemáticas/obcecadas que só queriam saber de jogos eletrônicos, séries/filmes de ficção cientifica e bonecos colecionáveis...


Certo?

Certo... ai eis que surge um nerd que fica rico porque dedicou a vida aos estudos (alguém falou em Bill Gates?), ai os nerds passaram a ser visto com mais de amenidade.
Mas esperar grosserias e falta de consideração de uma sociedade tacanha que se preocupa mais com as aparências do que com o que realmente as pessoas são e gostam, é normal, é saudável é puramente obvio.

Por isso me surpreendo quando um grupo de nerd, fala mal do gosto de nerds alheios.
Dentro do próprio nicho, há o preconceito. Curioso, né?
Outro dia, estava ouvindo um arquivo de áudio no meu pc, feito de fãs para fãs... e eis que ouço um comentário muito infeliz de alguns nerds, sobre Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya).
Ele falava de uma maneira irônica sobre alguém gostar da série de animação japonesa. Falava de uma maneira depreciativa sobre a dublagem japonesa (como se já não tivéssemos demasiadas discussões inter-estaduais, acho que não é o bastante, vamos criticar a culturas lingüística e interpretativa de outros paises, u-hul)... Enfim, houve até uma insinuação de que quem compra bonecos de CdZ é homossexual... (não entendi essa, eu tenho a coleção de Cloth Myth e tive namorada ôO, será que sou gay e não me avisei?)! Eu não falo que opinião seja um crime, de forma alguma. Eu só acho que o grupo que curte animação, pcs, games, ficção cientifica e cultura pop geral já é muito mal vista pela sociedade em sua maioria, pra ainda ser discriminada entre o meio. Entre aqueles que deviam respeitar e entender o gosto de cada um.

Fiquei triste. Triste e decepcionado mais uma vez.

Eu procuro não meter a boca em quem gosta de Star Trek ou Star Wars (acho interessante, mas não sou fã), nem discuto a superioridade das duas produções com relação a alguns animes, ou mesmo CdZ (em questão).


...Mas se é um assunto de fã para fã... por que ser tão preconceituoso?


Olha, se foi uma piada, eu peço desculpas porque não entendi.


Agora se não foi, eu peço novamente desculpas pelo que sinceramente vou dizer:


‘Não é a toa que fã é visto de maneira desagradável por muitos...’

5 de fevereiro de 2008

Otaku

Otaku (おたく, オタク ou ヲタク) é um termo usado no Japão para designar um fanático por um determinado assunto, qualquer que seja. No imaginário japonês, a maioria dos otakus são indivíduos com tendência a se isolar socialmente, que se atiram de forma obsessiva a um hobby qualquer, chegando em seu ápice a apresentar sintomas de fobia social e de comportamento esquivo.

No ocidente, a palavra é utilizada como uma gíria para rotular fãs de animes e mangás em geral (Otome no feminino), em uma clara mudança de sentido em relação ao idioma de origem do termo. Muitos membros da comunidade acham o termo ofensivo por não concordarem com a distorção de sentido do mesmo e se recusam a ser chamados assim. O termo é normalmente utilizado apenas dentro da comunidade de fãs de anime e mangás e de falantes do idioma japonês, sendo portanto desconhecido para o grande público.


No Japão

A palavra otaku em japonês é, originalmente, um tratamento respeitoso na segunda pessoa (お宅, literalmente "o seu clã" ou "a sua família").
Nos anos 80, passou a se usar o termo para se referir a fanáticos ou maníacos. O humorista e cronista Akio Nakamori (中森明夫) observou que a palavra era muito utilizada entre fãs de anime e a popularizou por volta de 1989, quando a utilizou em um de seus livros. Este livro, "A era de M" (Mの時代, M no jidai) descrevia um assassino em série que se descobriu ser obcecado por animes e mangás pornográficos, e que recriava as histórias estuprando jovens garotas. A história foi inspirada em um assassino real, Tsutomu Miyazaki (宮崎勤). Na época, criou-se um grande tabu em volta do termo e ele passou a ser usado de forma pejorativa para designar qualquer indivíduo que se torna obcecado demais em relação a um determinado assunto.

Com o tempo, surgiram diferentes "tribos" de otaku, que se identificavam de acordo com seus interesses em comum. Algumas delas são:


anime otaku (Animação Japonesa)
manga otaku (Histórias em quadrinhos)
pasokon otaku (Computadores)
gēmu otaku (Videogames)
tetsudō otaku (Miniaturas, como trens de brinquedo)
gunji otaku (Armas e coisas militares)

Pode-se associar os otakus aos hikikomoris quando a obsessão por um determinado tema atinge o seu ápice, culminando no isolamento do indivíduo em relação àquilo que não tem relações com o tema em questão e gerando os problemas psicológicos que caracterizam um hikikomori.

No ocidente, uma palavra com um sentido próximo seria "maníaco" ou "fanático". As palavras maniakku ou mania (do inglês "maniac") também são usadas do mesmo modo para pessoas que tem muito interesse, mas de uma forma mais amena e saudável: anime maniakku, gēmu mania, etc. Este uso seria equivalente à palavra "fã" no ocidente.

No Ocidente

Nos Estados Unidos, o termo chegou em 1992 com o animeOtaku no Video” (Uma mistura de anime e documentário que mostrava a vida dos vários tipos de fanáticos em animação na época) e foi difundido pela revista informativa Animerica como um termo para identificar indivíduos fanáticos como aqueles retratados na animação supracitada. Assim como ocorreu com os Trekkers, os otakus foram considerados uma subdivisão da subcultura nerd e o termo passou a ser usado de forma pejorativa, designando aqueles que são totalmente fanáticos por um elemento dessa subcultura - no caso, animação e quadrinhos japoneses. O termo foi se popularizando conforme os animes se popularizaram, e graças à Internet, o termo se espalhou pelo mundo, e pouco a pouco seu sentido foi modificado conforme se espalhava.

Mesmo que em muitos países o termo otaku seja usado como sinônimo para fã de anime e mangá, em muitos lugares ainda se utiliza o seu significado original, como por exemplo, na Austrália. É necessário certa cautela quanto ao uso do termo, portanto: a multiplicidade de sentidos que ela possui pode gerar conflitos desnecessários.

Visto que o termo pode ter teoricamente vários sentidos, o mais correto tanto gramaticalmente quanto linguisticamente seria manter o sentido original, no caso, japonês, do termo. A alteração de sentido por uso corrente só seria admissível quando o grande público tomasse conhecimento da existência e uso do termo e o adotasse em grande escala, um evento que ainda não ocorreu na esmagadora maioria dos idiomas no qual o termo foi introduzido nos últimos anos.

No Brasil

Este termo foi primeiramente introduzido no Brasil provavelmente pelos membros da colônia japonesa existente no país, mas ficou restrito às colônias e ao seu sentido original (o tratamento respeitoso na segunda pessoa, literalmente "sua casa" ou "sua família"). Porém, o sentido mais novo foi introduzido na época da "explosão" de dekasseguis, ocorrida no final da década de 80, quando o termo já havia adquirido seu sentido pejorativo e o fluxo de dekasseguis do Brasil para o Japão se intensificou.

Porém, a popularização do termo, e em certa medida até mesmo do anime e do mangá no país se deu graças a primeira revista especializada de anime e mangá no Brasil - a "Animax". Em tal revista utilizou-se provavelmente pela primeira vez a palavra otaku no mercado editorial brasileiro para agrupar pessoas com uma preferência por animação e quadrinhos japoneses. Como pôde ser percebido mais tarde, o significado original do termo e a visão pouco favorável que a sociedade japonesa tinha dos otakus não foi citada: o termo fora citado na Animax como sendo somente um rótulo utilizado por fãs de anime e mangá no Japão, e este foi o estopim da grande polêmica.

A omissão de explicações precisas sobre o termo e a posterior popularização de seu sentido teve repercussões logo de início: fãs de anime mais velhos e membros da comunidade japonesa que conheciam o sentido original do termo otaku antes da popularização do mesmo foram os primeiros a protestar contra a popularização da distorção do significado da palavra, sendo prontamente rotulados de "anti-otakus", por supostamente "transformar o termo em algo pejorativo". As discussões sobre o termo dentro da comunidade de fãs de anime se iniciaram, sendo esta a primeira possível polarização aceitável como tal dentro da comunidade: muitos membros se denominavam como "fãs de anime" em tentativa de escapar do rótulo de otaku, por saberem do significado pejorativo que a palavra carrega e admitirem tal significado como o correto; enquanto outra parte se denomina prontamente como otaku e prega que não há sentido pejorativo na palavra.

As discussões continuam até o momento presente, em locais que vão desde fóruns especializados em anime e mangá a comunidades no Orkut, e até agora não se chegou a uma decisão unânime sobre qual seria o sentido mais aceito pela comunidade: o original, de fanático por algo; ou o novo, que descreve de forma genérica os fãs de quadrinhos e animações japonesas. Porém, deve-se observar que lingüisticamente deveria se utilizar a palavra somente em seu sentido original, como foi citado anteriormente no artigo.

Otaku no Video

Otaku no Video (おたくのビデオ, Otaku no Bideo?) é um anime de comédia que alterna animação tradicional com segmentos de um mockumentary, e mostra tanto a vida e cultura de alguns otakus, quanto a história do grupo que criou o desenho animado em questão - a Gainax. Esta obra destaca-se das outras pela sua mistura de animação tradicional (com a roteirização característica de outros desenhos animados) com o uso de filmes em live-action que imitam um documentário comum, em uma mistura de técnicas um tanto diferentes entre si.

História

O personagem principal, Ken Kubo, é um japonês comum que vive pacificamente com a sua namorada e participando do clube de tênis de sua faculdade. Um dia, Ken encontra um de seus antigos amigos do colégio: Tanaka. Após ser introduzido ao círculo de amigos de Tanaka (sendo que todos os membros desse círculo são otakus) e aprofundar-se na cultura otaku, Ken acaba estabelecendo uma meta: tornar-se o Otaking, o rei de todos os otakus. Após isso, ele inicia sua "jornada" para atingir a sua meta.

O roteiro do anime centra-se nas peripécias de Ken para atingir o seu sonho e em análises sobre os diversos aspectos da subcultura otaku, enfatizando de forma exagerada certas caracteristicas que marcam os otakus como uma tribo urbana: a união existente entre os membros do grupo, a tendencia de "sonhar acordado", a criatividade pouco comum e o sonho de aceitação pelo resto da sociedade. Alem disso, ha criticas espirituosas a praticas comuns entre os otakus, como a imitacao de personagens de desenhos animados.

O Retrato de um Otaku

Algumas das partes mais espirituosas e controversas de Otaku no Video centram-se na inclusão de alguns segmentos de um documentário tradicional denominado "O retrato de um otaku". Nesses segmentos, os produtores do documentário entrevistam um otaku anônimo (devidamente ocultado por um mosaico em seu rosto e com a voz eletronicamente distorcida), que normalmente tem vergonha de seu fanatismo. Servindo como um contraponto para os segmentos em animação tradicional, os trechos em documentário centram-se nas características negativas que os otakus possuem, tecendo criticas contundentes e, as vezes, crueis a tribo urbana.

Com entrevistas que abordam desde um programador de computadores envergonhado de seus dias de cosplayer, passando por um otaku colecionador de garage kits e até mesmo um otaku que rouba celulas de animação e um otaku viciado em pornografia que se masturba durante a entrevista, esses trechos em mockumentary cobrem alguns dos diversos segmentos componentes da subcultura otaku e expõem aspectos extremamente negativos que mostram qual seria o ponto que o fanatismo otaku pode alcançar, e quais são as consequências que esse fanatismo traz.

Acredita-se que alguns dos entrevistados dos trechos de "O retrato de um otaku" eram funcionários da GAINAX na época que o anime era produzido.

Otaku no Video Trailer



4 de fevereiro de 2008

Mangá

O mangá ou manga (漫画, Manga?) é a palavra usada para designar as histórias em quadrinhos japonesas, o seu estilo próprio de desenho e o movimento artístico relacionado. No Japão designa quaisquer histórias em quadrinhos. Vários mangás dão origem a animes para exibição na televisão, em vídeo ou em cinemas, mas também há o processo inverso em que os animes tornam-se uma edição impressa de história em sequência ou de ilustrações.

História


Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.) com a aparição dos primeiros rolos de pintura japoneses: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.


Os mangás têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.) com a aparição dos primeiros rolos de pintura japoneses: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que juntos contavam uma história à medida que eram desenrolados. O primeiro desses emakimono, o Ingá Kyô, é a cópia de uma obra chinesa e separa nitidamente o texto da pintura.


No período Edo, em que os rolos são substituídos por livros, as estampas eram inicialmente destinadas à ilustração de romances e poesias, mas rapidamente surgem livros para ver em oposição aos livros para ler, antes do nascimento da estampa independente com uma única ilustração: o ukiyo-e no século XVI. É, aliás, Katsushika Hokusai o precursor da estampa de paisagens, nomeando suas célebres caricaturas publicadas de 1814 à 1834 em Nagoya, cria a palavra mangá — significando "desenhos irresponsáveis" — que pode ser escrita, em japonês, das seguintes formas: Kanji (漫画, Kanji?), Hiragana (まんが, Hiragana?), Katakana (マンガ, Katakana?) e Romaji (Manga).



De estampas a quadrinhos


Os mangás não tinham no entanto sua forma atual que surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais, provenientes dos Estados Unidos. Tanto que chegaram a ser conhecidos como Ponchi-e (abreviação de Punch-picture) como a revista britânica, origem do nome, Punch magazine (Revista Punch), os jornais traziam humor e sátiras sociais e políticas em curtas tiras de um ou quatro quadros. Diversas séries comparáveis as de além-mar surgem nos jornais japoneses: Norakuro Joutouhei (Primeiro Soldado Norakuro) uma série antimilitarista de Tagawa Suiho, e Boken Dankichi (As aventuras de Dankichi) de Shimada Keizo são as mais populares até a metade dos anos quarenta quando toda a imprensa foi submetida à censura do governo, assim como todas as atividades culturais e artísticas. Entretanto, o governo japonês não hesitou em utilizar os quadrinhos para fins de propaganda.


Pós-guerra e renovação


Sob ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana. É então que um artista influenciado por Walt Disney revoluciona esta forma de expressão e dá vida ao mangá moderno: Osamu Tezuka. As características faciais semelhantes aos dos desenhos de Disney onde olhos, boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens, o que tornou sua prolífica produção possível. É ele quem introduz com exatidão os movimentos nas histórias através de efeitos gráficos, como linhas que dão a impressão de velocidade ou onomatopéias que se integram com a arte, destacando todas as ações que comportassem movimento, mas também, e acima de tudo, pela alternância de planos e de enquadramentos como os usados no cinema. As hitórias ficaram mais longas e começaram a ser divididas em capítulos.


Osamu Tezuka cria, junto ao próprio estúdio Mushi Production, a primeira série de animação para a televisão japonesa em 1963, a partir de uma de suas obras: Tetsuwan Atom (Astro Boy). Finalmente a passagem do papel para a televisão tornou-se comum e o aspecto comercial do mangá ganhou amplitude, mas Tezuka não se contentou com isso. Sua criatividade o levou a explorar diferentes gêneros — na sua maioria, os mangás tinham como público-alvo as crianças e jovens —, assim como a inventar novos, participando no aparecimento de mangás para adultos nos anos sessenta com os quais ele pôde abordar assuntos mais sérios e criar roteiros mais complexos. Ele também foi mentor de um número importante de mangakas como Fujiko Fujio (dupla criadora de Doraemon), Akatsuka Fujio, Reiji Matsumoto e Shotaro Ishinomori.


Assim, os mangás cresceram simultaneamente com seus leitores e diversificaram-se segundo o gosto de um público cada vez mais importante, tornando-se aceitos culturalmente. A edição de mangás representa hoje mais de um terço da tiragem e mais de um quarto dos rendimentos do mercado editorial em seu país de origem. Tornaram-se um verdadeiro fenômeno ao alcançar todas as classes sociais e todas as gerações graças ao seu preço baixo e a diversificação de seus temas. De fato, como espelho social, abordam todos os temas imagináveis: a vida escolar, a do trabalhador, os esportes, o amor, a guerra, o medo, séries tiradas da literatura japonesa e chinesa, a economia e as finanças, a história do Japão, a culinária e mesmo manuais de "como fazer", revelando assim suas funções pedagógicas.


Estilos


Para os japoneses as histórias em quadrinhos são leitura comum de uma faixa etária bem mais abrangente do que a infanto-juvenil; a sociedade japonesa é ávida por leitura e em toda parte vê-se desde adultos até crianças lendo as revistas. Portanto, o público-consumidor é muito extenso, com tiragens na casa dos milhões e o desenvolvimento de vários estilos para agradar a todos os gostos.


Por isso os mangás são comumente classificados de acordo com seu público-alvo. Histórias onde o publico alvo são meninos — o que não quer dizer que garotas não devam lê-los — são chamados de shounen (garoto jovem, adolescente, em japonês) e tratam normalmente de histórias de ação, amizade e aventura. Histórias que atualmente visam meninas são chamados de shoujo (garota jovem em japonês) e têm como característica marcante as sensações e sensibilidade da personagem e do meio (também existem garotos que leêm shojo pois existem shoujos com bastante ação e luta). Além desses, existe o gekigá, que é uma corrente mais realista voltada ao público adulto (não necessariamente são pornográficos ou eróticos) e ainda os gêneros seinen para homens jovens e josei para mulheres. Os traços típicos encontrados nas histórias cômicas (olhos grandes, expressões caricatas) não são encontrados nessa última corrente. Existem também os pornográficos, apelidados hentai. As histórias yuri abordam a relação homossexual feminina e o yaoi (ou Boys Love) trata da relação amorosa entre dois homens, mas ambos não possuem necessariamente cenas de sexo explícito.


Formato


A ordem de leitura de um mangá japonês é a inversa da ocidental, ou seja, inicia-se da capa do livro com a lombada à sua direita (correspondendo a contracapa ocidental), sendo a leitura das páginas feita da direita para a esquerda. Alguns mangás publicados fora do Japão possuem a configuração habitual do Ocidente.


Além disso, o miolo é impresso em preto-e-branco, contando esporadicamente algumas páginas coloridas, geralmente no início dos capítulos, e em papel reciclado tornando-o barato e acessível a qualquer pessoa.


Os mangás são publicados no Japão originalmente em revistas antológicas. Essas revistas com cerca de 300 à 800 páginas são publicadas em periodicidades diversas que vão da semana ao trimestre. Elas trazem capítulos de várias séries diferentes. Cada capítulo normalmente tem entre dez e 40 páginas. Assim que atingem um número de páginas em torno de 160~200, é publicado um volume, chamado tankohon ou tankobon, no formato livro de bolso, que, aí sim, só contém histórias de uma série. Esses volumes são os vendidos em diversos países dependendo do sucesso alcançado por uma série, ela pode ser reeditada em formato bunkoubon ou bunkouban (完全版, bunkoubon ou bunkouban?) (mais compacto com maior número de páginas) e wideban (ワイド版, wideban?) (melhor papel e formato um pouco maior que o de bolso).


Uma das revistas mais famosas por lá é a Shonen Jump da editora Shueisha. Ela publicou clássicos como Dragon Ball, Saint Seiya (ou Cavaleiros do Zodíaco), Yu Yu Hakusho e continua publicando outra séries conhecidas como Naruto, One Piece, Bleach e Death Note. Existem também outras revistas como a Champion Red mensal (Akita Shoten), que publica Saint Seiya Episode G (Cavaleiros do Zodíaco Episódio G), a Shonen Sunday semanal (Shogakukan), que publicava InuYasha, e a Afternoon mensal (Kodansha). Entre outras, podem-se citar também a Nakayoshi (Kodansha), revista de shoujo famosa que publicou entre outros Bishoujo Senshi Sailor Moon e Sakura Card Captors, e a Hana to Yume (Hakusensha) que publica Hana Kimi e Fruits Basket.


Há também os fanzines e dōjinshis que são revistas feitas por autores independentes sem nenhum vínculo com grandes empresas. Algumas dessas revistas criam histórias inéditas e originais utilizando os personagens de outra ou podem dar continuidade a alguma série famosa. Esse tipo de produto pode ser encontrado normalmente em eventos de cultura japonesa e na internet. O Comiket (abreviação de comic market), uma das maiores feiras de quadrinhos do mundo com mais de 400.000 visitantes em três dias que ocorre anualmente no Japão, é dedicada ao dōjinshi.


No Brasil


Embora a primeira associação relacionada a mangá, a Associação Brasileira de Desenhistas de Mangá e Ilustrações, tenha sido criada em 3 de fevereiro de 1984, o "boom" dos mangás no Brasil aconteceu por volta de dezembro de 2000, com o lançamento dos títulos Dragon Ball e Cavaleiros do Zodíaco pela Editora Conrad (antiga Editora Sampa). Porém, esses não foram os primeiros a chegar a território brasileiro. Alguns clássicos foram publicados nos anos 80 e começo dos anos 90 sem tanto destaque, como Lobo Solitário pela Editora Cedibra, Akira pela Editora Globo, Crying Freeman, pela Editora Sampa e A Lenda de Kamui e Mai - Garota Sensitiva pela Editora Abril e Cobra, Baoh e Escola de Ninjas pela Dealer. Porém, a publicação de vários títulos foi interrompida e o público brasileiro ficou sem os mangás traduzidos por vários anos. Existiram ainda edições piratas de alguns mangás[carece de fontes?]. O mais famoso foi Japinhas Safadinhas lançado em nove edições pela "Bigbun" (selo erótico da Editora Sampa). O mangá era uma versão sem licenciamento de Angel de U-jin.


A popularidade do estilo japonês de desenhar é marcante, também pela grande quantidade de japoneses e descendentes residentes no país. Já na década de 1960, alguns autores descendentes de japoneses, como Julio Shimamoto e Claudio Seto, começaram a utilizar influências gráficas, narrativas ou temáticas de mangá em seus trabalhos. O termo mangá não era utilizado, mas a influência em algumas histórias tornou-se óbvia. Alguns trabalhos também foram feitos nos anos 80, como o Robô Gigante de Watson Portela e o Drácula de Ataíde Braz e Neide Harue. O movimento voltou a produzir frutos nos anos 90. Com a inconstância do mercado editorial brasileiro, existe pelo menos uma revista nacional no estilo mangá que conseguiu relativo sucesso; a Holy Avenger. Além deste temos também outras publicações bastante conhecidas pelos fãs de mangá, como Ethora, Combo Rangers e a antiga revista de fanzines Tsunami. Atualmente os quadrinhos feitas no estilo mangá, tirando algumas exceções, como as citadas acima, se baseia grandemente em fanzines.


Apesar da aceitação do estilo de história em quadrinho japonês, a maioria das edições vêem ao Brasil com determinadas alterações quanto ao número de páginas por edição. Muitas vezes, dividem pela metade cada edição, elevando demasiadamente o custo pela coleção.


Influência em outros países


Há muito tempo o estilo têm deixado sua influência nos quadrinhos e nas animações no mundo todo. Até artistas americanos de quadrinhos alternativos como Frank Miller foram de alguma maneira influenciados em algumas de suas obras.


Outros artistas como os americanos Brian Wood e Becky Cloonan (autor de Demo) e o canadense O'Malley (autor de Lost At Sea) são muito influenciados pelo estilo e têm recebido muitos aplausos por parte da comunidade de fãs de fora dos mangás. Estes artistas têm outras influências que tornam seus trabalhos mais interessantes para os leigos nesta arte. Além disso, eles têm suas raízes em subculturas orientais dentro de seus próprios países.


Histórias em quadrinhos americanas que utilizam a estética dos mangás, são constantemente chamados de OEL Manga (Original English-Language mangá) ou Amerimanga.


O americano Paul Pope trabalhou no Japão pela editora Kodansha na revista antológica mensal (assim como explicado acima) Afternoon. Antes disso ele tinha um projeto de uma antologia que seria mais tarde publicada nos Estados Unidos — a Heavy Liquid. O resultado deste trabalho demonstra fortemente a influência da cultura do mangá em nível internacional.


Na França existe o movimento artístico, descrito em manifesto como la nouvelle manga. Esse foi iniciado por Frédéric Boilet através da combinação dos mangás maduros com o estilo tradicional de quadrinhos Franco-Belgas. Enquanto vários artistas japoneses se uniam ao projeto outros artistas franceses resolveram também abraçar essa idéia.


Na Coréia do Sul atualmente podemos observar um movimento em direção aos mangás muito forte. Os manhwas coreanas têm atingido vários países pelo globo. Um exemplo claro no Brasil são algumas histórias de sucesso como Ragnarök e Chonchu.


No Brasil, uma das obras influenciada por mangá mais conhecida é Holy Avenger, ilustrado pela artista Érica Awano.
Além de tudo isso, é bastante comum encontrar histórias on-line de vários países nesse estilo e até ilustrações mais corriqueiras como das relacionadas à publicidade.


Lista de mangás lançados no Brasil



















































1 de fevereiro de 2008

Anime

Anime (アニメ, Anime? por vezes escrito Animé ou Animê) é o nome dado à animação japonesa. A palavra Anime tem significados diferentes para os japoneses e para os ocidentais. Para os japoneses, anime é tudo o que seja desenho animado, seja ele estrangeiro ou nacional. Para os ocidentais, anime é todo o desenho animado que venha do Japão.

História


Com a ocupação dos Estados Unidos no fim da Segunda Guerra Mundial, muitos artistas japoneses tiveram contato com a cultura ocidental e, influenciados pela cultura pop dos Estados Unidos, desenhistas em início de carreira começaram a conhecer os quadrinhos e desenhos animados na sua forma moderna. Havia negociantes que contrabandeavam rolos de filmes americanos, desenhos da Disney e outros.


Entre os principais artistas que se envolveram com a tal arte, estavam Osamu Tezuka, Shotaro Ishinomori e Leiji Matsumoto. Estes três jovens, mais tarde, foram consagrados no mercado de mangá. Na década de 1950, influenciados pela mídia que vinha do ocidente, diversos artistas e estúdios começaram a desenvolver projetos de animação experimental.


Na época em que o mangá reinava como mídia nasceram os pioneiros animes de sucesso: Hyakujaden (A Lenda da Serpente Branca) estreou em 22 de outubro de 1958, primeira produção lançada em circuito comercial da Toei Animation, divisão de animação da poderosa Toei Company e Manga Calendar, o primeiro animê especialmente feito para televisão, veiculado pela emissora TBS com produção do estúdio Otogi em 25 de junho de 1962, que teve duração de dois anos.


Logo em seguida, em 1 de janeiro de 1963, é lançado Tetsuwan Atom, também conhecido como Astro Boy, baseado no mangá de Osamu Tezuka, já com a estética de personagens de olhos grandes e cabelos espetados vinda da versão impressa. Astro Boy acabou tornando-se o propulsor da maior indústria de animação do mundo, conquistando também o público dos Estados Unidos. Tezuka era um ídolo no Japão e sua popularidade lhe proporcionou recursos para investir em sua própria produtora, a Mushi Productions. Outras produtoras investiram nesse novo setor e nasceram clássicos do anime como Oitavo Homem (Eight Man), Super Dínamo (Paa Man), mas ainda com precariedade e contando com poucos recursos, diferente das animações americanas.


Segundo Alexandre Nagado, "[...] em 1967 surge o primeiro anime com grande projeção fora do Japão, Speed Racer (Maha Go Go Go, 1967), que apesar de produção pobre, se destacava por ângulos de cena inovadores e muita criatividade nas histórias. Não por acaso, virou sucesso no mundo inteiro e até hoje é muito cultuado. Neste ano estrearam 14 séries, sem contar os desenhos que já estavam em produção anteriormente. Dentre os clássicos daquele ano, A Princesa e o Cavaleiro (Ribbon no Kishi) e Fantomas (Ogon Batto) marcaram época também por suas trilhas sonoras de nível cinematográfico. No cinema, o número de produções era menor (apenas quatro em 1967), mas foi aumentando aos poucos.


Na década de 1970, houve uma grande explosão de títulos. Além de animes para crianças pequenas (Kodomo) e outros para meninas (Shoujo), ocorreu também uma grande febre de desenhos com robôs gigantes (Mecha), graças ao sucesso de Mazinger Z (1972), criação do desenhista Go Nagai e grande sucesso entre o público infanto-juvenil. Com diversos títulos para serem vistos na televisão em episódios semanais, muitos sendo exportados para outros países e com algumas obras sendo lançadas nos cinemas, o animê mostrava que tinha chegado para ficar."


Nos anos 70, os studios Tatsunoko, criadores de Speed Racer, criaram um título chamado Gatchaman, que no Ocidente foi chamado de Battle of the Planets, que fez sucesso, assim como o próprio Speed Racer, e foi um dos animes de grande successo no mundo.




A relação entre o anime e o mangá


Com o crescente sucesso dos animes surgiu uma comunidade de fãs, tanto no Japão quanto fora dele, que se tornaram conhecidos com otakus. O próprio termo é alvo de discussões, pois no Japão o verbete possui conotação pejorativa. Muitos dos espectadores de anime não se consideram otakus preferindo fugir do rótulo controverso.


O estilo dos animes já influencia a cultura ocidental e está presente também além destes. Por exemplo, a grife Cavalera já lançou uma coleção com alguns personagens clássicos, influências orientais e até mesmo citações de yaoi. A banda Daft Punk tem o filme Interstella 5555: The 5tory of the 5ecret 5tar 5ystem, que foi produzido por Leiji Matsumoto e Kazuhisa Takenôchi, animadores profissionais do Japão (que já fizeram desenhos como Digimon e Sailor Moon) e é feito inteiramente em traços orientais. O Linkin Park também já fez referências a clássicos da animação japonesa como Gundam, além de trazer elementos de anime em outros clipes animados. Madonna se arriscou na turnê Drowned World Tour e criou um bloco inteiro dedicado ao mundo oriental. Em uma das canções são mostrados alguns animes hentais (picantes) nos telões do megashow de 2001 da popstar. Além disso, em seu mais novo clip, Jump (situado em Tóquio), a cantora ainda parece se fantasiar de Mello, personagem de Death Note. O Gorillaz foi outra banda que utilizou animes em seus clipes.


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