26 de janeiro de 2011

Moradores de Fernando de Noronha sofrem com falta de abastecimento

Quando se pede a um brasileiro que faça uma lista de lugares que ele gostaria de conhecer, é quase certo que apareça lá o arquipélago de Fernando de Noronha. Visitar as praias de uma ilha parecida com o paraíso é um sonho de milhões de pessoas. Noronha parece mesmo um paraíso, mas os moradores sabem que não é.

Todos os dias, cerca de 350 pessoas desembarcam em Fernando de Noronha. Mas, na região, 3 mil pessoas que moram na ilha enfrentam problemas de abastecimento, porque quase tudo que é consumido no arquipélago chega pelo mar.

No único posto de combustível, paga-se uma das gasolinas mais caras do país: R$ 3,78, o litro. "Sempre está faltando combustível aqui na ilha. Quando acontece isso, sempre tem racionamento", contou o taxista João Rodrigues.

O gás de cozinha também é comercializado no posto. Mas desde setembro do ano passado, quando houve uma explosão em uma das duas embarcações que levavam o gás do Recife para a ilha, quem vive em Fernando de Noronha tem enfrentado o desabastecimento. E olha que eles pagam caro pelo gás. O botijão de 13 quilos R$ 63. No Recife, o preço é de R$ 34.

Há três semanas, Luíza recorre ao carvão. "Fazer um churrasco espontâneo é uma coisa. Agora, o seu dia a dia cozinhando assim, realmente, ovo, macarrão, café, tudo aí", disse.

Desde novembro, o Ministério Público cobra providências da administração da ilha. Até agora, não obteve resposta.

Nos supermercados, faltam produtos básicos, como ovos. "Está faltando no momento, mas acredito que vai chegar. Eu espero”, disse a dona de casa Irecê Maria Silva.
A correspondência chegava de avião. Mas a companhia aérea trocou de aeronave e não leva mais as cartas e encomendas. O transporte passou a ser feito de barco. Rafael recebeu um pacote no dia 15 de janeiro. Foi enviado pelo pai. "Era o meu presente de Natal, que ele mandou por Sedex para tentar agradar o filho”, contou.
Problemas também para quem tem contas a pagar. "Já tive que correr lá no banco e pagar diretamente na boca do caixa para que não pagasse juros”, lembrou o coordenador Projeto Tamar Rafael Azevedo.

A internet e a telefonia celular na ilha são precárias. “A gente que trabalha com turismo usa muito o telefone para receber e fazer ligações. E a gente perde muito”, afirmou o guia de turismo Marcio Pedro da Silva.

Os turistas, que pagam uma taxa de R$ 40 por dia para visitar a ilha, também cobram. "Eu acho que os órgãos públicos poderiam tratar isso aqui melhor, ter uma consideração maior com os turistas que pagam altas taxas para poder desfrutar dessa beleza natural. Acho que poderiam fazer um trabalho melhor”, declarou o comerciante Lino Wessen Sultanum.

O administrador da ilha, Romeu Batista, subordinado ao Governo de Pernambuco, informou por nota que o abastecimento de gás e gasolina só deve ser normalizar em fevereiro, quando o transporte voltar a ser feito por duas embarcações.

Romeu Batista disse também que há uma negociação entre os Correios e a companhia aérea para regularizar a entrega de correspondência com um voo extra aos domingos.

Fico feliz que a midia nacional esteja MOSTRANDO O VERDADEIRO LADO DE FERNANDO DE NORONHA...


Fonte: Portal G1

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