7 de abril de 2010

Desabafo da @franbriggs no blog Joly Rouge.

Visitando o blog Joly Rouge da Fran Briggs esposa do super ultra mega boga dublador Guilherme Briggs, onde ela fez uma postagem referente a chuva que caiu no Rj, relatando o que ela eo Briggs passaram naquele dia.

Chuva, Taxis e Idiotas



Segunda-feira.

Fui com o meu amor ao Shopping Tijuca assistir ao filme ‘Um Sonho Possível’ com a Sandra Bullock.

A respeito do filme, como todo mundo deve saber, é sobre uma história real de uma família do Memphis que adotou um garoto negro, vindo da pobreza , de um pai desconhecido e mãe viciada.

A Sandra Bullock ganhou o Oscar de melhor atriz por esse filme (não diiiga) e sinceramente foi a única coisa do Oscar desse ano que gostei.

Ela segura o filme do inicio ao fim e sua personagem é maravilhosa, forte, corajosa e muito engraçada. A gente fica torcendo pra que a Leigh Anne da vida real é desse jeito, assim como a sua família. Fiquem de olho no filho mais novo do casal, ele rouba as cenas! X’D

Enfim... saímos de tarde, por volta das quatro, e a chuva ainda estava começando. Ninguém diria, àquela hora, o que estava por vir.

Assistimos à sessão de seis e meia, saímos e já da escada rolante dava pra ver a chuva caindo forte no estacionamento aberto do shopping. Mas não tínhamos idéia da proporção da coisa, porque sempre que chove vemos o aguaceira dali e nunca tivemos problemas pra voltar pra casa.

Jantamos tranquilamente e descemos pro térreo pra pegar um taxi.

Já na porta principal do shopping, vimos um monte de gente parada, esperando a chuva passar (heh). Como de praxe, eu não consigo ficar quieta e multidão me irrita, soltei um. ‘É só chuva, pelo amor de Deus’.

Mas não era ‘só’ chuva. Era A chuva.

Encaramos os pingos (a única com guarda-chuva era a minha mãe) e vimos a fila quilométrica pra pegar taxi. Nunca tinha visto tão grande e não tinha um único carro parado no ponto!

O Gui teve a idéia então de atravessarmos a Maracanã e pegar um taxi no sentido contrário, o que no nosso caso é até uma economia. Não ligamos tanto pra chuva, que aumentava, e fomos.

Ficamos paradas, minha mãe eu debaixo de uma marquise diminuta de um prédio, enquanto o Gui tentava, ao lado de mais pessoas, parar um taxi.
Passaram alguns vazios, mas os motoristas simplesmente não pararam.

Resolvemos então sair daquele ponto e ir pro posto de gasolina mais a frente pra tentar um taxi ali e evitar as pessoas que tentavam o mesmo lá atrás.

A mesma coisa aconteceu. Passavam taxis cheios e os vazios não paravam. Mas nesse momento, o que mais nos indignou, foi o fato de terem mais de CINCO carros da cooperativa do Shopping Tijuca parados no posto e os motoristas conversando, sem o MENOR interesse em fazer uma corrida e levar aquele povo molhado e preocupado pra casa!

Decidido a conseguir um taxi, o Gui pegou o guarda-chuva da minha mãe e saiu pra andar atrás de um carro que parasse.

Ficamos paradas no posto esperando por ele, de noite, parcialmente molhadas, durante mais de vinte minutos. A essa altura já estávamos preocupadas com o Gui sozinho, mais de dez da noite, naquela chuva.

Deixei as sacolas com minha mãe e sai na chuva atrás do Gui. Andei umas três quadras e nada dele. Já estava molhada o suficiente pra não me preocupar mais com isso.

Minha mãe ainda mais preocupada quando voltei e disse que não o vi e que achava que ele subiu até a São Francisco Xavier atrás de um taxi. Claro que sabendo que a S. Francisco a essa altura já devia estar beeeem alagada.

Depois de uns minutos, o Gui apareceu, molhado e irado. Tinha ido até a Praça Saens Peña atrás de um taxi e a melhor resposta que conseguiu foi:

-- Só vou se for pra cidade. Que se dane você e sua família.

Bom, ele tinha um belo motivo pra estar furioso, e eu, como esposa, pra estar bem calma pra ele não explodir. Propus então voltar pra casa andando, o shopping fica a algumas quadras do nosso prédio e pra quem já estava encharcado, o que viesse era lucro.

Saímos, com o Gui segurando o guarda-chuva pra mim e ele, e minha mãe tomando chuva porque não queria deixar a gente se molhar. O engraçado é que eu já estava tooooda molhada. XD

Pegamos poças enormes de chuva, meu all star foi batizado (ae), evitamos que os carros nos banhasse com água de esgoto e minha mãe ficou indignada ao ver um rato morto numa calçada.

A verdade é que no caminho, lembrei de alguns banhos de chuva que tomei. E amei!

O primeiro foi voltando sozinha pra casa do colégio, quase onze da noite em São Paulo.

A chuva começou fraquinha, ia e vinha... e eu naquela dança irritante de abrir e fechar o guarda-chuva ao bel prazer da garoa que não sabia se ia ou ficava. Uma hora, o danado travou e simplesmente não conseguia fechá-lo. Calmamente (mentira) taquei o guarda-chuva no chão, dando porradas na calçada com ele, amassando e destruindo com indignação a porcaria que não queria fechar.

Dez minutos depois, a garoa confusa resolveu virar chuva forte e eu andava sozinha, sem ver viva alma na rua, de óculos, com os sapatos já transformados em barcas, tentando proteger meu fichário da água, pingando aos baldes, no escuro e morrendo de medo. Claro que rindo da ironia e tentando me convencer de que àquela altura bandido e estuprador algum ia querer se molhar tanto naquele dilúvio pra pegar uma baixinha cdf...

Na segunda vez, estava com uns quinze anos e fui com minha irmã procurar o banco onde ela receberia seu seguro desemprego lá pros lado do Shopping Morumbi, em São Paulo.
Pegamos aquela típica tempestade paulistana. E pra piorar estávamos perdidas, sem achar o banco, molhadas até os ossos, com frio e queria desesperadamente fazer xixi!

E a chuva aumentou. Como sempre riu do ditado ‘quem ta no inferno abraça o capeta’, mandei ver e fiz pipi (sim, fiz e minha bexiga agradeceu) nas calças. So sorry! Tinha quinze anos e estava muito molhada e perdida. Humilhação pra mim, nesses casos, é coisa da sua cabeça. X3

A chuva lavou tudo. Bendita tempestade paulistana!

Mas o pior mesmo foi a volta. O ônibus lotado e as roupas molhadas me fazendo sentir um frio de congelar a espinha.

A terceira vez que peguei um banho de chuva, não teve xixi, eu era mais velha e foi num lugar lindo! Na cidade do interior onde morava.

Andamos pela rodovia de um parque ecológico até a cidade pequena. A estrada era linda e vazia, havia mato rasteiro de um lado e do outro, árvores e cheiro de eucalipto! Estava com minha tia e minha mãe. Molhadas e rindo feito três malucas da situação.

Andamos uns 10 quilômetros!

Foi de lavar a alma.

Dias depois, descobrimos que minha tia estava grávida de alguns meses. Quer dizer, andamos muito, na chuva e a coitadinha estava grávida. XD

A chuva dessa segunda-feira me lavou um pouco a alma também. Apesar dos pesares.

Acho que é porque amo chuva, porque fiquei grata a Deus por ter pernas e saúde, eu e minha família, pra poder andar quando necessário. Pela chuva ainda não ter alagado tudo e podermos passar. E por morarmos num lugar de fácil acesso, onde num momento de necessidade, podemos andar até nosso apartamento.

Fiquei mais indignada com o motorista de taxi idiota que respondeu mal ao Gui. Não por nossa causa e sim pelas pessoas que moravam tão longe e não tinham como voltar pras suas casas. Sempre me indigno pelos outros... às vezes isso me trás surpresas bem desagradáveis.

Chegamos, tomamos banho quente e alguns minutos depois, parecia que nada de errado tinha acontecido àquela noite.

Até minha mãe assistir o jornal noturno e eu entrar no G1 e ver que o Rio de Janeiro estava praticamente todo embaixo d’água.

Vi ontem algumas fotos onde mostrava que poucas horas depois de resolvermos voltar pra casa a pé. Da Avenida Maracanã, na altura do shopping Tijuca, que tinha ficado inundada nas duas faixas.

...A única coisa que pensei, foi naqueles taxistas da cooperativa do Shopping Tijuca. Parados a toa no posto de gasolina batendo papo enquanto um monte de gente batia os dentes de frio e molhados.

Assistindo á água barrenta subir e tendo, finalmente, um bom motivo pra sair correndo com seus taxis vazios... já que levar pessoas cansadas e assustadas até em casa não era um motivo bom o suficiente.



***

Quando o Briggs comentou isso em seu twitter (@
GuilhermeBriggs ) eu fiquei super indignado com esse taxista, é realmente incrivel como algumas pessoas perderam a noção de espeito, conciência e humanidade.

Vi no blog
Joly Rouge

2 comentários:

  1. Cada qual com sua tragédia pessoal, mas nada comparado ao q aconteceu em Niterói ...

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