18 de fevereiro de 2009

Nostalgia: A Rede Manchete deixou muitas saudades...

Para a primeira sessão nostalgia do ano, eu não poderia deixar de falar sobre a emissora de TV que marcou minha vida e de muitas outras pessoas entre 20 e 30 anos.

Talvez o Brasil seja hoje um dos países do mundo que mais se destacam em um quesito peculiar, porém notório: audiência televisiva.

Torna-se óbvio o bastante exclamar que a emissora dona do Acre (Rede Globo) tenha a maior fatia desta audiência no Brasil, cobrindo quase todo o território nacional com seus sinais, sendo que estes mesmos sinais se fazem em outros países do mundo. Emissoras como SBT, Rede TV!, Rede Bandeirantes e a Rede Record seguem no encalço da emissora carioca, cada uma ao seu modo. No entanto, existiu uma emissora que deixou muitas saudades, seja para quem gostava de telejornais, de animação japonesa, de novelas, o que for: a referência é sempre feita à extinta Rede Manchete.

Um relato saudosista...

A Rede Manchete iniciou suas transmissões em junho de 1983, exatamente em um domingo. Seu dono, Adolpho Bloch, apareceu na tela dando as boas-vindas, e a conhecida vinheta foi ao ar pela primeira vez. Tratava-se da vinheta onde o logo da emissora fazia de um disco voador, sobrevoando algumas das principais cidades do país, e parando em sua sede na cidade do Rio de Janeiro.

A Rede Manchete, ao longo de seus anos, alternou muitos bons e maus momentos. Seu ápice foi justamente no período compreendido entre os anos de 1983 e meados de 1996. Dificilmente alguém que não tenha vivenciado tal época não recordará das novelas transmitidas pela emissora, tais como "Xica da Silva" ou "Pantanal” (recentemente reprisada no SBT), ou do seu telejornalismo presente e atuante, ou ainda do programa infantil "Clube da Criança" apresentado pela Xuxa que depois deu lugar à Angélica e Mara Maravilha...
Aliás, tratando-se do "lado infantil" da história: como não recordar dos seriados e animes japoneses que a Manchete concedeu ao público brasileiro?

Falando em animes

Não pode ser desmerecida nenhuma tentativa atual de se lançar animes no Brasil. Porém, pelo menos em caráter de transmissão aberta, nenhuma outra emissora trabalhou tão bem neste quesito como a Rede Manchete.

O SBT, a Bandeirantes (somando neste caso a PlayTV, que é de sua propriedade ), a Globo, a Rede TV! e a Rede Record fizeram suas tentativas. Animes como Magic Knight Rayearth, Tenchi Muyo!, Love Hina, Sakura Card Captors, Dragon Ball e Pokemon aterrizaram em solo nacional e fizeram sucesso, mesmo com adversidades: seja com a dublagem não tão prestigiada (coisa que hoje em dia está sendo superado), com cortes, e horários de transmissão quase inexplicáveis...

A Rede Manchete nos concedeu animes como "Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya)", "Sailor Moon", "Samurai Warriors", "Shurato" e "Yu Yu Hakushô". No que se refere aos seriados nipônicos basta citar o eterno "Jaspion", "Changeman", "Flashman", "Black Kamen Rider", "Jiraya" e entre outros que lá deram o ar de sua graça...
A emissora investia pesado nisto, e o retorno se de dava pelos pontos de audiência alcançados. Isso nos faz refletir sobre o modo como isto é tratado nos dias de hoje...

O fim trágico...

Mas, tudo que é bom dura pouco, e há quem possa dizer que um dos grandes motivos da Rede Manchete ter fechado as suas portas foi o alto investimento aplicado em novas tecnologias, que não deram retorno principalmente nos últimos momentos de vida ( lê-se: anos ) da emissora.
Deve-se alinhar ao descrito acima de que a emissora em questão acumulou muitas dívidas à partir de 1997, o que levou muitas de suas filiadas ao redor do Brasil a mudar de emissoras para as suas retransmissões locais. Eu fico triste que a turminha de hoje em dia que gosta de anime não tenham conhecido esse tesouro da televisão Brasileira.

E para os fãs de animes, a Rede Manchete realmente deixou saudades...

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